Aula 4 do Curso de Economia à Esquerda: a discussão das alternativas

Neste nosso “Curso de Economia à Esquerda“, temos a preocupação de aprender elementos básicos do pensamento e da prática econômica, compreender de modo crítico a atual situação do capitalismo global e no Brasil, mas, também, o desafio de buscar e pensar alternativas. Essa inquietação com a necessidade de formular, mais do que “apenas” entender e criticar, tem marcado todas as aulas, e uma delas já foi inteiramente dedicada a um dos eixos transformadores que nos parece mais interessante, o da Economia Solidária – no qual contamos com a marcante presença do professor Paul Singer.

Reservamos uma aula, porém – a de amanhã, sábado, 7 de julho -, especificamente para aprofundar a discussão sobre alternativas econômicas. Contaremos com as contribuições dos professores Daniel Bin e Emílio Chernavsky para discutir questões como as seguintes:

1. Controle social democrático das decisões de política econômica. Quase metade do orçamento da União do ano passado foi destinado a pagar juros da dívida pública. Enquanto isso, a saúde, a educação, o transporte públicos padecem com poucos recursos. Quem decide utilizar as verbas arrecadadas de todos os brasileiros para isso? Há possibilidades de tornar esse tipo de decisão mais democrática? Sobre isso, vale a pena ler o capítulo 5 da tese do professor Bin, “Dívida pública, classes e democracia no Brasil pós-Real“, em especial a seção 5.4, “Democracia Econômica e Socialismo Democrático”.

2. Propriedade dos meios de produção.

2.1 Estatização X privatização, os limites dessa contraposição e as vantagens e desvantagens da estatização em diferentes setores da economia.

2.2 O apoio do Estado a micro, pequenas, médias e grandes empresas interessa a quem? Possibilidades, oportunidades e contradições. (i) O Estado brasileiro está correto na atual estratégia de apoiar grandes empresas para competirem no mercado mundial? Isso é parte de um processo de transformação de esquerda (ou seja, que gere maior igualdade econômica e de participação, bem-estar para todos), ou o contrário, um processo de reforço à concentração econômica que geraria também concentração de poder, desigualdades? (ii) Será que não seria mais interessante romper com esse tipo de política e direcionar apoio muito mais forte a micro e pequenas empresas? Ou isso também não ajudaria, numa perspectiva de ir rompendo com a exploração do trabalho e concentração econômica?

3. Como construir padrões crescentes de valorização do trabalho e autogestão econômica dos trabalhadores? Que passos dar adiante?

Cada uma dessas questões mereceria um curso inteiro para si. Sabemos disso, mas faremos o esforço, amanhã, a partir das 14h, na Casa 14, de ao menos iniciarmos a discussão sobre algumas delas, e outras mais que sejam trazidas, para pensarmos como avançar no atual cenário.

Veja aqui a programação completa do “Curso de Economia à Esquerda” do grupo Brasil e Desenvolvimento.

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