Por que voto Dilma? Pelo diálogo, abaixo a violência de Serra!

Por João Telésforo Medeiros Filho

Vejam esta matéria sobre o enfrentamento, pelo governo FHC, da grande greve dos trabalhadores da Petrobrás de 1995, em resistência contra a quebra do monopólio estatal da empresa:  http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_31051995.shtml. Serra era o Ministro do Planejamento e coordenava os processos todos de privatização, estando diretamente envolvido nesse enfrentamento violento (segundo mostra a matéria). Ficam claros os métodos que o governo FHC utilizou para sufocar os trabalhadores em greve: “‘Se tiver que atirar, vou atirar para manter a integridade das instalações’, disse o general Antonio Araújo de Medeiros, comandante da 5ª Região Militar“.

E ainda: “O ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, esclarece que nesse conflito se empregou até uma técnica terrorista no delicado momento em que o governo resolveu demitir 67 funcionários. Brito é quem explica: na hora de fazer a lista de quem ia ser mandado embora, escolheram-se os piqueteiros, os líderes da greve e também aqueles funcionários exemplares, antigos e de bom desempenho, que nunca faltam ao trabalho – a não ser quando quem pede é o sindicato. “O segredo dessa estratégia é semear o medo da demissão em todo mundo. Numa refinaria todos se conhecem. Se um funcionário exemplar é demitido, quem está em dúvida quanto à determinação do governo vai pensar duas vezes antes de aderir”, relatou Brito a um colega de governo.

Que governo bacana, hein?!

A veja aplaude o uso desses métodos pelo governo, embora ela mesma os chame de terroristas (e que o próprio Ministro, aparentemente, chamava assim).

Eu não esperaria outra coisa dessa revista, mas não é esse o Brasil que eu quero. Para além da discussão do acerto ou não dos trabalhadores quando fazem uma greve ou o mérito de suas reivindicações, eu quero um governo que trate a greve como um direito dos trabalhadores, ouça as suas reivindicações, negocie e traga-as para o debate com toda a sociedade. Não aceito um Estado que se utilize de técnicas terroristas para combater movimentos pacíficos; não aceito um Estado que trata movimentos sociais a bala.

O PSDB e o DEM continuam tratando a questão social como caso de polícia – e até de exército e combate terrorista! Essa é uma razão fundamental para eu não votar em José Serra, e votar em Dilma. Com o governo Lula, tivemos pelo menos o tratamento dos trabalhadores pela via do diálogo, e não da ameaça e do uso da pancadaria. Isso continuará com Dilma lá, enquanto com a volta de Serra e dos demotucanos, a perspectiva é oposta.

Por um país democrático e civilizado, voto Dilma!

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