Governo Agnelo ameaça despejo violento no Novo Pinheirinho(DF)

Do site do MTST

Em reunião com o MTST, após a ocupação do prédio da Terracap pelo Movimento, representantes da Secretaria de Governo do Distrito Federal afirmaram que o Governo do DF (PT) entrará com ação judicial e usará efetivo policial para despejar as mais de 500 famílias da Ocupação Novo Pinheirinho, em Ceilandia.

É importante saber que a ocupação foi resultado do descumprimento de acordo firmado com o Movimento pelo GDF em 2011. Este acordo previa a viabilização de moradias para as famílias ligadas ao MTST nas regiões de Brazlandia e Ceilandia, além de 400 bolsas aluguel. Após 2 meses, o GDF suspendeu o pagamento das bolsas e interrompeu as negociações.

Por isso ocupamos e por isso resistiremos.

O Governador Agnelo, que neste momento está na midia nacional por suas relações com Carlinhos Cachoeira, parece querer realizar a versão petista do massacre do Pinheirinho, em São José dos Campos, pelo Governo tucano de Alckimin.

O MTST deixa claro que, se optar pelo despejo, o Governador terá que manchar suas mãos de sangue, pois não sairemos do terreno sem uma solução habitacional para as famílias.

RESISTIREMOS!

MTST, A LUTA É PRA VALER!

Abaixo, vídeo com imagens do dia ocupação.

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Wall Street é aqui! Ato em defesa do Santuário dos Pajés

Por João Telésforo

Quando estourou a primavera árabe, muitos de nós dizíamos: “nossa, eu queria estar lá!” Depois, na Espanha; de novo, “eu queria estar lá!”. Chile, estudantes na rua pelo direito à educação: “eu queria estar lá!”. Occupy Wall Street: “UAU, eu queria estar lá!”.

Amigos, a história se faz aqui e agora. Estamos AQUI , e AQUI podemos participar dessa política global de constestação e produção de novos sujeitos políticos. No DF, essa luta se direciona, no momento, à defesa da terra indígena Santuário dos Pajés. A notícia simultaneamente boa e ruim é que Wall Street é aqui: no Santuário, a especulação imobiliária (fortemente ligada ao capital financeiro, inclusive no Brasil) busca expulsar os índios da terra a que têm direito para avançar na construção de um bairro de luxo. VOCÊ ESTÁ AQUI e pode participar do ato amanhã, maneira pela qual somar-se-á à mesma luta contra o controle da vida social e a negação de direitos pelos interesses do capital, contra o qual se protesta em Wall Street, na Espanha, no Chile…

Fica, pois, a convocação para ato amanhã, às 14h, lá no Santuário dos Pajés.

http://www.facebook.com/event.php?eid=207809255955780

Pela demarcação da Terra Indígena Santuário dos Pajés e contra a invasão das construtoras EMPLAVI, Brasal e João Fortes.
Haverá uma apresentação da luta, saudação de movimentos sociais e organizações políticas apoaidoras, plantio de mudas e sementes, música….

O SANTUÁRIO NÃO SE MOVE!

Notícias da Ocupação do MTST: militantes estão acorrentados no Ministério das Cidades

Por Laila Maia Galvão

O B&D está acompanhando, desde sexta-feira, dia 15 de julho, a ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em terreno localizado à margem da BR-070. As famílias ocupantes reivindicavam políticas habitacionais efetivas e lutavam em prol direito à moradia, de acordo com a nota publicada pelo Movimento.

Hoje, pela manhã, por volta das 9h da manhã, auditores da AGEFIS (Agência de Fiscalização do DF), acompanhados por policiais militares, e com vários tratores e caminhões, destruíram toda a ocupação, desmontando inclusive a cozinha. Nada sobrou. As famílias tiveram que retirar seus pertences às pressas. Cabe ressaltar que essa operação ocorreu sem o respaldo de autorização judicial!!

Nesse momento, o MTST ocupa o Ministério das Cidades como forma de pressionar o governo para que a demanda de moradia seja devidamente atendida, conforme negociado e acertado anteriormente. Abaixo, segue a nota publicada coordenação nacional do Movimento:

Nota da Coordenação Nacional do MTST

Por quê nos acorrentamos no Ministério das Cidades?


Na última sexta-feira, 15 de julho, 400 famílias organizadas pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ocuparam uma área em Ceilândia no Distrito Federal, próximo a BR 070, caminho para Águas Lindas – GO.

A ocupação se deveu ao fato do não cumprimento, por parte do Governo do Distrito Federal e do Ministério das Cidades, após dezenas de reuniões, não terem honrado com os acordos estabelecidos em junho de 2010, na qual ambos os órgãos se comprometeram a atender as famílias que ocupavam um terreno na Brazlândia.

Após um ano sem cumprimento do acordo, não restou outra alternativa às famílias, se não organizar esta ocupação na Ceilândia para chamar a atenção das autoridades de Brasília.

Rechaçamos o autoritarismo do Governo do Distrito Federal ao efetuarem o despejo das famílias na última segunda-feira, 18, sem nenhuma negociação prévia e sem autorização judicial.

Rechaçamos também as ameaças em reirar do cadastro do CODHAB as famílias que acamparam por dois dias no Palácio do Buriti, pois esta atitude além de ser autoritário é ilegal.

Diante do exposto, não nos restou outra saída, se não o acorrentamento em frente ao Ministério das Cidades para exigir abertura das negociações e o cumprimento do acordo realizado em 2010 entre o Ministério das Cidades, pela pessoa do então ministro, Sr. Márcio Fortes, o Governo do Distrito Federal e as famílias organizadas pelo MTST.

Coordenação Nacional do MTST

Fonte: http://www.mtst.org/

 

MTST ocupa área pela moradia popular no DF

Por João Telésforo Medeiros Filho
Deu-se início faz algumas horas a uma ocupação de terra no DF, à beira da BR-070, logo após a Ceilândia (no caminho para Águas Lindas), organizada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), com a finalidade de assentar as famílias no local e pressionar o Estado (União e GDF) por políticas habitacionais adequadas, em especial para a população de baixa renda (o “Minha Casa, Minha Vida”, além de alguns outros problemas, não vem conseguindo atender esse segmento da população, em que se concentra o déficit habitacional; pelo contrário, até dificulta ainda mais seu acesso à moradia, segundo alguns diagnósticos, por gerar no mercado o efeito de aumento do preço dos terrenos…). A ocupação, enfim, engrossa o caldo pelo direito à cidade e por uma reforma capaz de dar efetividade à função social da propriedade urbana, o que não acontece no Brasil neste momento (pelo contrário, algumas análises afirmam de forma consistente que está em curso uma contra-reforma urbana). Agora à noite, quase 500 pessoas já foram acampar lá, e a tendência é que esse número aumente amanhã.

Foto da ocupação do Ministério das Cidades pelo MTST, 02/2011

Não pudemos divulgar a ocupação publicamente com antecedência a pedido do MTST, para não atrair a atenção da polícia. Porém, a polícia já soube, foi lá verificar e agora é interessante que seja publicizado ao máximo que ela está ocorrendo, sobretudo nos meios em que o enfoque não seja o de criminalizá-la… Tentaremos atualizar o blog do B&D com notícias da ocupação, e abrimos este espaço também para postar notas de apoio. Enviem-nas!

Interessados em colaborar de alguma maneira com o movimento podem entrar em contato conosco: brasiledesenvolvimento@gmail.com.