Valeu pelas flores… mas a nossa luta é muito maior

Veja todas as imagens da campanha aqui

Receber flores, ouvir que as mulheres deixam o mundo mais belo, receber um cartão que diz que os homens não seriam nada sem as mulheres, chegar em casa e escutar do companheiro que hoje ele é quem vai lavar a louça, ganhar curso de maquiagem grátis – tudo isso é… uma grande bobagem!

O Dia das Mulheres não é para isso.

O dia 8 de março é para celebrar a luta das mulheres pela construção da igualdade por meio da desconstrução dos papeis sociais de gênero. É para que estejamos sempre cientes de que são as práticas do cotidiano que sustentam o machismo. É para que não esqueçamos que é no dia-a-dia que o patriarcado é reforçado e legitimado.

E por isso fizemos essa campanha. Porque acreditamos que o engajamento permanente e o questionamento constante são essenciais à revolução que queremos fazer. Entre conosco nessa celebração resistente. Curta, compartilhe, comente. Valeu pelas flores, mas hoje – e sempre – é dia de lutar.

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I Virada Feminista do DF – Contra os fundamentalismos

Numa exposição de fotos e textos, o B&D declara sua admiração às

MULHERES QUE NOS INSPIRAM A LUTAR

Dia 9 de março, na Rodoviária

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Em homenagem ao Dia Internacional e como parte das atividades da I Virada Feminista do Distrito Federal, o B&D apresenta a exposição “Mulheres que nos inspiram a lutar”. A atividade será nesse sábado (09/03) às 15h na Rodoviária do Plano Piloto em Brasília – DF, mas está à disposição de todos na rede.

Aqui, a exposição completa em PDF.
Participe da exposição aqui, no Facebook.

Trata-se de imagens de mulheres que – por seu exemplo e história – inspiram os militantes do grupo a lutar por um mundo mais justo e igual. As imagens estão acompanhadas de textos produzidos pelos próprios militantes em homenagem às suas heroínas. Abaixo, manifesto da I Virada Feminista do DF.

Manifesto da I Virada Feminista

O 8 de março foi escolhido para marcar a luta das mulheres por um mundo igualitário. Para nós, mulheres do Distrito Federal, o início deste mês mostra que a luta precisa ser fortalecida. Em três dias consecutivos, duas mulheres foram assassinadas por seus companheiros e uma terceira jovem teve a casa invadida e foi estuprada por seis horas.

Em fevereiro, outras três sofreram agressões com motivação lesbofóbica, sendo que uma chegou a ter os dedos mutilados por um policial militar.

Situações como essas – que ganharam repercussão nos meios de comunicação, mas não são as únicas – revelam uma triste situação. Em 2012, foram registrados, no DF, 17.675 casos de violência doméstica, todas previstas pela Lei Maria da Penha (lesões corporais, ameaças, ofensas, por exemplo). De acordo com o Mapa da Violência 2012, o DF ocupa a sétima posição no ranking nacional da violência contra as mulheres, com taxa de 5,8 homicídios a cada 100 mil mulheres, revelando que aqui também se registra o feminicídio que ocorre no país.

Esses são efeitos diretos de uma sociedade fundada em valores machistas, patriarcais e racistas. Uma mudança de paradigmas urge e só virá com o rompimento dessas estruturas e a construção de novos modelos, que sejam igualitários, democráticos e reconheçam as mulheres (em sua diversidade) como sujeitos de direitos.

A Virada Feminista do Distrito Federal surgiu exatamente da necessidade de reagir a essa cultura que nos oprime, violenta e mata diariamente. Ela nasceu da união de esforços de organizações feministas e também de mulheres feministas que querem aliar cultura e política para assumirem o protagonismo no desenho de uma nova sociedade.

O tema escolhido para a Virada deste ano se refere à luta contra os fundamentalismos como prática política. O que acontece e se intensifica no Brasil e na região da América Latina é que grupos de determinadas hierarquias religiosas utilizam espaços de poder não apenas para impedir avanços dos direitos das mulheres e de outros grupos subrepresentados (negras/os, lésbicas, gays, transexuais, indígenas, praticantes de religiões de matriz africana, ateias/ateus etc) como também para retroagir em direitos já conquistados.

Um exemplo disso foi a designação do Deputado Pastor Marco Feliciano do Partido Social Cristão (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM). Esse partido e esse parlamentar possuem posicionamentos públicos de intolerância e discriminação a diferentes grupos que a Comissão deveria, por preceitos constitucionais e regimentais, defender.

Negar direitos a um grupo que responde por mais da metade da população brasileira também é um ato de violência!!

Nós, mulheres da Virada Feminista, lutamos por um Estado verdadeiramente laico que dialogue com uma sociedade plural e garanta a cidadania a todas e todos. Reivindicamos, portanto:

¨ uma vida livre de violências;

¨ a efetivação dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, com a garantia de autonomia sobre nossos corpos, o livre exercício da sexualidade, além do direito de engravidar e a interromper uma gravidez indesejada;

¨ uma reforma ampla e democrática do sistema político, que garanta a paridade entre homens e mulheres nos espaços de poder e decisão;

¨ a implementação da Lei Maria da Penha, com a criação de equipamentos públicos e de um Sistema de Justiça sensível às desigualdades de gênero;

¨ uma vida sem ter o racismo como elemento de subrepresentação da população negra, pensando a especial situação de vulnerabilidade das mulheres negras;

¨ uma vida livre da lesbofobia, homofobia, das transfobias e das violências de identidade de gênero;

¨ uma divisão sexual do trabalho que não cause sobrecarga física e psicológica sobre as mulheres, especialmente no que se refere à dupla ou tripla jornada de trabalho;

¨ a garantia da liberdade e diversidade religiosa;

¨ a autonomia, nos campos econômicos, social e político;

¨ a implantação de creches e escolas públicas e de qualidade para que as crianças possam ser bem educadas enquanto as mulheres trabalham;

¨ a democratização dos meios de comunicação e um novo marco regulatório que impactem na forma como a mídia representa as mulheres.

A omissão dos programas de governo à população, que já são direitos garantidos, é uma violência institucional.

Nós, as mulheres da Virada Feminista, representamos muitas vozes, muitas cores e muitos ritmos! Convidamos a todas e a todos que desejam transformar nossa realidade e contribuir para a construção de uma sociedade livre de opressões a participar e somar na programação do mês de março.

Neste mês de março, vamos sambar na cara dos fundamentalismos!!!

Fórum de Mulheres do DF

Quem já tá nessa: Aferidor de Vuelos, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Associação de Pós-Graduandos da UnB Ieda Delgado (APG), Blogueiras Feministas, Brasil e Desenvolvimento, Central das Religiões de Matriz Africana do DF (Afrocom), CFEMEA, Cidadãs Positivas, Coletivo de Mulheres da Articulação de Esquerda do PT – DF, Coletivo Unificado de Mulheres da UnB, Fora do Plano, Grupo Nzinga de Capoeira Angola, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, Mães Pela Igualdade, Marcha das Vadias DF, N’Zambi Capoeira Angola, Pretas Candangas, Promotoras Legais Populares (PLPs), Rede Feminista de Saúde – DF, Rodamoinho, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF), Supernova

B&D no Festival Mulheres no Volante

Nesse fds, o B&D se junta ao Festival Mulheres no Volante!

mulheres volante

A programação está incrível: http://mnv2011.wordpress.com/

No sábado, às 11h, no Balaio Café (202n) faremos uma oficina super interessante. Olha só:

Oficina Papo de Mulher: participação de mulheres em debates políticos – B&D

Quem se engaja na política certamente já participou de várias discussões sobre corrupção – a sua afinidade com o modo de produção capitalista e indissociabilidade em relação ao modelo formal de democracia, a apropriação midiática e os questionamentos da representação partidária. Numa roda de conversa, independente das opiniões que são apresentadas, contudo, um aspecto invariavelmente chama à atenção: a predominância das vozes masculinas. Quando o tema é política, seja na Academia, seja no Parlamento, seja no Movimento Estudantil, seja na mesa do bar, os homens falam mais alto. E é por isso que, no Festival, nós, mulheres e homens, vamos debater pautas políticas – mas só as mulheres vão falar. Mulheres, venham preparadas para falar muito! Homens, venham preparados para ouvir muito!

Mais informações: http://www.facebook.com/events/497065640326119/?fref=ts

Somos todos vadias!

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Lutar, lutar, lutar

Não deixe de gozar

Por um orgasmo livre, coletivo e popular

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Neste final de semana, mais de 5 mil pessoas, em Brasília – e mais milhares pelo Brasil afora – ocuparam as ruas da cidade na Marcha das Vadias. Foi um momento incrível, no qual as mulheres puderam protagonizar a sua luta, empunhando suas bandeiras e cantando seus gritos emancipatórios.

No Manifesto deste ano, podemos ler:

Hoje, marchamos mais uma vez para dizer que não aceitaremos que palavras e ações sejam utilizadas para nos agredir. Nenhuma palavra mais vai nos parar, impedir, restringir ou dividir, pois os direitos das mulheres são de todas. Enquanto, na nossa sociedade machista, algumas forem invadidas e humilhadas por serem consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres para ser o que quisermos! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência, o direito à expressão da própria sexualidade e a autonomia sobre o próprio corpo são alguns dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desses direitos fundamentais que marchávamos há um ano, marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres. Continuar lendo