MTST fecha acordo com o GDF a respeito da ocupação Novo Pinheirinho (DF)

O MTST nos informa que acaba nesse momento a reunião de negociação – que durou quase o dia todo – com o GDF. Um acordo foi fechado. Por meio dele o movimento conquistou:

1 – Cadastramento do MTST como entidade apta a operar projetos e cadastro de famílias no Programa habitacional Morar Bem, do GDF – que acaba de ser realizado.

2 – Auxilio-aluguel emergencial de três meses para as famílias que ocupam a área.

3 – Encaminhamento de projeto de lei pra Câmara Legislativa do Distrito Federal estendendo o auxílio-aluguel eventual para o prazo de um ano.

4 – Garantia de que o movimento não precisará deixar o prédio ocupado em Taguatinga até que esse projeto de lei seja devidamente encaminhado à CL-DF.

5 – Garantia de encaminhamento das famílias para albergues caso o projeto de lei não seja aprovado após decorrido os três meses de auxílio-aluguel emergencial.

O GDF se comprometeu ainda a investigar denúncias de abuso policial cometidas contra o movimento.

O acordo não apresenta solução definitiva para o problema da famílias que é a construção de moradias pelas quais lutamos. Sabemos que as medidas são insuficientes e que só foram conquistadas porque ousamos, nesses 47 dias de ocupação, enfrentar o poder do Estado. Seguiremos organizados, lutando por conquistas definitivas e para que mais e mais famílias tenham seu direito à moradia garantido no DF, porque quando morar é um privilégio, ocupar é um direito.

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Sobre Edemilson Paraná

Edemilson Paraná é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Marketing e Comunicação Digital (IESB), mestre e doutorando em Sociologia pela UnB. Trabalhou como assessor de imprensa na Câmara dos Deputados, no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Como repórter, cobriu política no Congresso Nacional para o portal UOL e Blog do Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo). Como freelancer, escreveu para a Mark Comunicação e para a revista Gestão Pública e Desenvolvimento. Atualmente é pesquisador-bolsista do CNPq.

5 respostas em “MTST fecha acordo com o GDF a respeito da ocupação Novo Pinheirinho (DF)

  1. Quem trabalha tem teto. Sou totalmente contra! fazem isso porque a propriedade não é deles, queria ver se depois deles conseguirem o “teto” vier um estranho da rua, “ai eu vou entrar na sua casa, pois alias eu trabalho e não tenho uma, e aproveita e traz um café com biscoitos, obrigado”
    A realidade é assim e sempre vai ser, agora ficar expondo crianças a isso, ficar vivendo em situações precárias, desnecessário.
    Estude, Trabalhe, Conquiste. ( vivendo num país capitalista)

    • Infelizmente, não é verdade que “quem trabalha tem teto”, muito menos condições dignas de moradia. As centenas de pessoas que ocuparam o imóvel, assim como as milhões de famílias que não têm moradia adequada no Brasil (seja as que moram em condições irregulares ou mega precárias, seja as que ganham menos de 3 salários-mínimos e precisam gastar enormes parcelas de suas rendas com aluguel, comprometendo outros direitos básicos como alimentação), são, em sua quase totalidade, trabalhadoras. Trabalham, e trabalham muito, e estão nessa situação não apenas porque os salários são baixos, mas também porque, infelizmente, as cidades estão organizadas – pela especulação imobiliária e outros mecanismos – para extrair a renda dos trabalhadores mediante cobrança de quantias abusivas de aluguel, prejudicando o acesso a um direito básico, a moradia. O objetivo do MTST é combater essa exploração e conquistar uma reforma urbana que beneficie os trabalhadores.
      A sua analogia não é adequada. O movimento não ocupou a casa de uma família habitado por ela, mas o imóvel de uma empresa que estava abandonado fazia décadas. Esse abandono é contrário ao nosso sistema jurídico, que exige do proprietário que dê função social à propriedade. Assim, o movimento prestou um serviço à sociedade ao denunciar o abandono.

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