Somos todos vadias!

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Lutar, lutar, lutar

Não deixe de gozar

Por um orgasmo livre, coletivo e popular

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Neste final de semana, mais de 5 mil pessoas, em Brasília – e mais milhares pelo Brasil afora – ocuparam as ruas da cidade na Marcha das Vadias. Foi um momento incrível, no qual as mulheres puderam protagonizar a sua luta, empunhando suas bandeiras e cantando seus gritos emancipatórios.

No Manifesto deste ano, podemos ler:

Hoje, marchamos mais uma vez para dizer que não aceitaremos que palavras e ações sejam utilizadas para nos agredir. Nenhuma palavra mais vai nos parar, impedir, restringir ou dividir, pois os direitos das mulheres são de todas. Enquanto, na nossa sociedade machista, algumas forem invadidas e humilhadas por serem consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres para ser o que quisermos! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência, o direito à expressão da própria sexualidade e a autonomia sobre o próprio corpo são alguns dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desses direitos fundamentais que marchávamos há um ano, marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.

Por acreditar na importância desta luta, o B&D marchou junto, bem junto! Lá estávamos com os nossos cartazes:

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Homem, deixe o feminismo te libertar, porque atender às expectativas do patriarcado também pode oprimir o homem. O feminismo é emancipador para as mulheres – é nele que nos apropriamos da nossa luta e nos libertamos para ocupar os espaços que quisermos, para sermos as protagonistas de nossas vidas – mas é também libertador para o homem. Uma sociedade onde mulheres e homens sejam iguais, onde o seu gênero não determine o seu papel social, é uma conquista a ser buscada por todas e todos.

As ricas abortam, as pobres morrem, porque não aguentamos mais a hipocrisia de negar a realidade do aborto. Os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres não podem mais sofrer recorte de classe. Não é possível que continuemos aceitando que apenas as mulheres ricas possam ter segurança para abortar. Quando 1 em cada 7 mulheres já abortou, não podemos mais perder tempo discutindo se a sociedade brasileira é contra ou a favor do aborto. Precisamos agir para que a escolha dessas mulheres seja respeitada e sua saúde seja preservada.

Quando ajoelho, não é pra rezar, porque o debate sobre sexo precisa ser politizado, livrando-se dos tabus moralistas e religiosos que dele se apropriam. É preciso avançar para além do conservadorismo que confina o sexo a uma estrutura familiar ultrapassada e do individualismo hedonístico que deixa para cada um saber sobre suas questões íntimas. O sexo é uma das maneiras pelas quais as pessoas se relacionam e apenas quando nos engajarmos no debate político sobre ele, seremos capazes de construir novas formas de relacionamento, como diria Alexandra Kollontai, baseadas nas ideias de liberdade, igualdade e amizade genuína.

Em homenagem a todas as prostitutas, porque a apropriação capitalista de nossos afetos e da nossa sexualidade permite a exploração das mulheres que atuam nessa profissão. É preciso lutar para que todas que escolham a prostituição tenham condições de trabalho dignas.

E continuaremos marchando:

para que não restem dúvidas de que nossos corpos são nossos, não de qualquer homem que nos assedia na rua, nem dos nossos pais, maridos ou namorados, nem dos pastores ou padres, nem dos Congressistas, nem dos médicos ou dos consumidores. Nossos corpos são nossos e vamos usá-los, vesti-los e caminhá-los por onde e como bem entendermos. Livres de violência, com muito prazer e respeito!

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O corpo é meu!

A cidade é nossa!  

Marcha das Vadias – o B&D marcha Junto!

Uma resposta em “Somos todos vadias!

  1. Pingback: “Por que você defende a legalização do aborto?” | Brasil e Desenvolvimento

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