Minha Casa Minha Vida não existe para os mais pobres do DF

Por Edemilson Paraná

Reportagem de minha autoria na edição 354 do jornal Campus (aqui, versão em pdf) demostra a ineficiência do programa Minha Casa Minha Vida em atender, no Distrito Federal, seu principal público alvo, e quem mais precisa da política pública: famílias com renda de 0-3 salários mínimos.

De acordo com Raquel Rolnik (citada na reportagem), professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada, essa é uma tendência do programa, que de modo geral tem falhado no atendimento às famílias de baixa renda.

Cientes dessa realidade, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) fincou sua bandeira no DF para lutar pelo direito à moradia. Eles estão usando nossa reportagem no trabalho de base com a população em Brazlândia, a 50 km do Distrito Federal. A reportagem apresenta o movimento, suas práticas e histórico no DF.

O B&D apóia integralmente e contribui na luta do MTST na busca pelo direito à moradia, direito à cidade, pela reordenação justa e inclusiva do espaço urbano.

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Minha Casa Minha Vida não existe para os mais pobres do DF

Programa não contratou a construção de nenhuma casa para famílias que ganham até três salários mínimos

Por Edemilson Paraná

Cleide de Coelho ficou emocionada quando ouviu o presidente Lula falar pela primeira vez do programa Minha Casa Minha Vida na televisão. Desempregada, 36 anos, mãe de seis filhos, acreditou ter finalmente concretado ali, nas palavras do presidente, os primeiros tijolos de sua tão sonhada moradia. Pouco importava se seu desejo fora até então motivo de promessas não cumpridas, enganações e beneficiamento de políticos locais. Agora era Lula quem o dizia e haveria de ser cumprido.

Meses depois, tentativas frustradas de entrar no programa acabariam por decepcioná-la: o sonho haveria de ser adiado novamente. O Minha Casa Minha Vida – um dos estandartes da campanha eleitoral da presidente Dilma Roussef, que foi gestora do programa – não existe no Distrito Federal para que mais precisa dele. Um muro de burocracia e má vontade política aparta o sonho da população pobre de Brazlândia, onde vive Cleide, e de tantas outras comunidades, das salas refrigeradas dos Palácios do Planalto e do Buriti.

Números obtidos pelo Campus demonstram que, apesar de muitas já estarem em fase de construção, nenhuma das casas foi entregue no Distrito Federal até agora. Além disso, das mais de13 mil moradias para o DF cujos contratos de construção já foram assinados na Caixa Econômica Federal, nenhuma beneficiou famílias com renda de zero a três salários mínimos. Para essas 102 mil famílias, que correspondem a 85,5% de todo o déficit habitacional do Distrito Federal, o programa simplesmente não existe.

Cleide reclama da falta de acesso. “É difícil chegar lá [na Caixa] e ouvir que não existe programa para a gente. Eu nem queria que fosse de graça, sabe? Se for para ser no Minha Casa Minha Vida, e nem que eu precise morrer de trabalhar, o importante é ter uma moradia digna. Eu queria ter esse direito. Mas parece que o dinheiro da gente vale menos que o dos outros”, lamenta.

Neuza Soares, 34 anos, é vizinha de Cleide e mora no mesmo terreno, de 200 m2, onde vivem 23 pessoas amontoadas em cinco barracos. “Quando chove é um desespero só, porque as telhas voam e podem cair na cabeça das crianças, sem falar que molha tudo”, conta. Seu barraco foi construído com materiais encontrados na rua. Nele, mora com o marido e mais sete filhos. Assim como Cleide e seus demais vizinhos, a renda familiar de Neuza é de apenas um salário mínimo, valor insuficiente para dar conta de todas as despesas da casa e prover uma dieta balanceada para a pequena Leide Laura, sua filha de nove anos que sofre de subnutrição. “O Minha Casa Minha Vida poderia nos ajudar a resolver esse problema”, diz Cleide.

“O programa Minha Casa Minha Vida é um modelo de produção de casas e não uma política de habitação realmente estruturada, por isso não resolve o grande desafio habitacional que é falta de moradia para famílias com renda de zero a três salários mínimos, que é quem mais precisa”, avalia Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.

 

A família de Cleide Coelho (frente) divide com outras 4 um terreno de 200m2, em 5 barracos em Brazlândia

Lentidão

O DF foi uma das primeiras Unidades da Federação a entrar oficialmente no programa Minha Casa Minha Vida. Em 15 de Junho de 2009 o então governador José Roberto Arruda assinou o termo de adesão com a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. De lá pra cá, pouca coisa aconteceu para viabilizar o programa para famílias com renda de zero a três salários mínimos.

De acordo com o balanço final do programa Minha Casa Minha Vida, divulgado no dia 29 de dezembro de 2010 pela Caixa Econômica Federal, o número de moradias cujos contratos de construção já foram assinados no Distrito Federal chegou a 13.344 unidades. Dados do Ministério das Cidades, anteriores à divulgação do balanço de final de ano da Caixa Econômica Federal, demonstram que, do total de casas contratadas, 40% beneficiam famílias com renda de três a seis salários mínimos e 60% subsidiam famílias com renda de seis a 10 salários mínimos. Apenas cerca de 10% do déficit habitacional no Distrito Federal é composto por famílias nessas duas faixas de renda (vide gráfico).

Indagado sobre a destinação de mais moradias para famílias menos necessitadas, o gerente regional de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal no DF, Celso Eloi, explica que a construção das casas acontece mediante a apresentação de projetos pelos construtores. “No sistema do Minha Casa Minha Vida, o empresário apresenta um projeto, propõe o financiamento e, depois de aprovado, a Caixa autoriza a construção e passa os recursos; e então financiamos as moradias mediante a demanda das pessoas. Nós não compramos terrenos, nem definimos áreas. Isso depende dos construtores e do governo”, explica.

Empresários da construção civil reclamam do alto preço dos terrenos no DF, constantemente valorizados, que inviabilizam a construção das casas no valor exigido pelo governo. “O principal entrave é o preço do terreno, que, para nós, impede construção de casas para famílias de baixa renda (0 a 3 salários mínimos). Sem subsídios do governo, como a doação dos terrenos, o programa não sai porque não compensa para os construtores. Só o valor do terreno, em algumas localidades, já beira o valor total pago pelo governo para a construção das casas”, explica Júlio Peres, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon).

“Brasília tem os terrenos mais caros do país, e para viabilizar o programa para as famílias mais necessitadas é preciso haver participação efetiva do governo distrital”, concorda Eloi. Ainda de acordo com o gerente, um convênio entre a Caixa Econômica e o Governo do Distrito Federal já foi assinado, mas até agora nenhuma área foi destinada para a construção das casas.

Questionado sobre o problema, o Ministério das Cidades disse, por meio de sua assessoria de Comunicação, que em relação ao governo federal tudo foi realizado conforme o estabelecido na Lei 1197/2009, que regulamenta o programa Minha Casa Minha Vida. Ainda de acordo com o Ministério, os recursos referentes à aplicação do programa Minha Casa Minha Vida no DF já foram repassados à Caixa Econômica, que gere a verba conforme o andamento das contrações.

Procurados pelo Campus antes da troca de governo, o governador Rogério Rosso e a vice-governadora Ivelise Longhi não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

“Um problema de gestão”

A aplicação do Minha Casa Minha Vida no Distrito Federal esbarra na ineficiência e nos inúmeros problemas de gestão do Governo do Distrito Federal. “Não é culpa da crise política, isso acontece por má gestão mesmo, algo que vem de muitos anos”, avalia César Pessoa, presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB).

É a CODHAB que gerencia todos os programas habitacionais e a distribuição de lotes por parte do governo do Distrito Federal. As terras de propriedade do Distrito Federal utilizadas em programas habitacionais são transferidas da Terracap para o GDF, que as destina por meio da CODHAB para doação ou utilização em programas habitacionais.

Questionado se a Terracap cedeu terrenos para serem utilizados no programa Minha Casa Minha Vida, o presidente da agência, Dalmo Costa, não soube informar. “A Terracap promove a cessão dos terrenos na medida em que é demandada pelo governo. O GDF não diz para que programa habitacional eles serão utilizados, só pede e nós cedemos. Então não sei te dizer se a Terracap repassou ou não terrenos para o GDF referente ao Minha Casa Minha Vida”.

De acordo com Marise Medeiros, diretora técnica da CODHAB, as terras geridas pela Companhia são liberadas para utilização mediante análises técnicas e apresentação de projetos de ocupação. “Até onde eu sei não há nenhum projeto específico de liberação de terrenos para construção de moradias no programa Minha Casa Minha Vida”, diz.

O presidente da CODHAB explica que os problemas de corrupção na Companhia atrasaram o processo de liberação dos terrenos. “Havia algumas áreas que seriam naturalmente utilizadas para o Minha Casa Minha Vida, mas os lotes foram entregues sem serem legalizados”, afirma. “Quando assumi a presidência há sete meses, deparei com a distribuição de áreas em que não existiam licenciamento. Havia um esquema de venda e distribuição ilegal de lotes dentro da CODHAB que está sendo investigado”.

Corrupção

César Pessoa se refere às investigações do Ministério Público do Distrito Federal em parceria com a Polícia Civil do DF que resultaram nas operações João de Barro e Afheim, em abril e agosto de 2010, respectivamente. A primeira apura fraudes na lista habitacional de lotes destinados a PMs e bombeiros. Na segunda, a suspeita é de que servidores da companhia de habitação do GDF favoreciam cooperativas e associações em um esquema de doação de terras inexistentes.

O sistema de cooperativas habitacionais do DF é um verdadeiro receptáculo de corrupção e favorecimento político. A Lei Distrital 3877/2006, de relatoria da então deputada e depois vice-governadora Ivelise Longhi, determina que 40% de todos os terrenos doados pela CODHAB devem ser destinados às cooperativas habitacionais, outros 40% são destinados a uma lista de espera da Companhia e os demais 20% a idosos e pessoas com deficiência. A lei não prevê, no entanto, nenhum critério para definição de quais cooperativas serão beneficiadas nem como tais cooperativas farão a distribuição dos lotes para seus associados. Em muitos casos, líderes dessas cooperativas vendem os lotes ilegalmente ou distribuem por meio de favorecimento político-eleitoral. Para fazer parte dessas associações é necessário pagar taxa de filiação e mensalidade.

Os esquemas de corrupção não são novidade para Cleide. “Há 10 anos tento ganhar um lote. A gente sabe exatamente como funciona. Tem que pagar por fora, tem que ser chegado de um político. Entra governo e sai governo, nada muda. A gente até conhece quem coordena e quem é beneficiado nesses esquemas”, protesta.

Mas Cleide e as cinco famílias que vivem amontoadas em barracos no mesmo terreno em Brazlândia terão de esperar ainda por um bom tempo. “Cancelamos a entrega de todos os lotes e congelamos as áreas. Estamos trabalhando na regularização desses terrenos e só depois disso podemos pensar em destinação de terrenos para o Minha Casa Minha Vida”, explica César Pessoa.

“Eles querem é dinheiro”

Apesar de muitos empresários reclamarem da falta de incentivos do governo, houve quem resolvesse fazer tudo por conta própria. Nixon Souza Leite, um dos representantes da construtora Infracon, de Goiânia, adquiriu uma área em Santa Maria para construir 3 mil moradias no programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos. A construtora já trabalha na construção de casas para baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida em Goiás. “Não precisamos de terreno do governo. Compramos a área e estamos dispostos a fazer tudo por conta própria. Mas a burocracia é tanta que não conseguimos a liberação”, reclama.

O processo de liberação da área da empresa que Nixon representa em Santa Maria está travado na Seduma (Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente). “Nosso projeto foi pré-aprovado pela Caixa. Está tudo certinho. Por se tratar de baixa renda com interesse social, deveria haver ainda mais pressa, mas eles ficam jogando de um lado para outro, arrumando problemas. Isso acontece porque não estamos pagando propina, eles querem é dinheiro”, denuncia o empresário. “Um dos técnicos da Seduma chegou a me dizer que o que eu queria fazer lá era um conjunto habitacional para favelados. Eles evitam porque se trata de casa para pobres e eles não têm interesse em construir habitação para pobres.”

Cansado de esperar governos e empresários, o MTST (Movimento dos Trabalhos Sem Teto) encontrou na legislação que regulamenta o Minha Casa Minha Vida um modo alternativo de participar do programa. De acordo com a resolução nº 114 do Fundo de Desenvolvimento Social do Ministério das Cidades, entidades representativas, associações e cooperativas podem, mediante a apresentação de um projeto de ocupação habitacional, obter verba diretamente do governo federal para a compra dos terrenos. O programa Minha Casa Minha Vida separa R$ 500 milhões do montante total de recursos para essa modalidade.

Com atas, documentos e relatos assinados em mãos, Edson Francisco da Silva, um dos coordenadores do movimento, reclama da má vontade das autoridades. “Esgotamos todas as instâncias possíveis, habilitamos a entidade, conversamos até com o (então) ministro das Cidades, Márcio Fortes, mas esbarramos na burocracia do GDF. Apresentamos mais de 10 áreas como de interesse para aquisição dos terrenos, mas em todas eles colocaram algum empecilho”, conta.

Um novo tempo?

Para todos os ouvidos pela reportagem, de empresários a autoridades e líderes comunitários, a expectativa é de que o impasse seja resolvido no novo governo que se inicia em janeiro deste ano.

“Vou firmar parceria para fazer o programa realmente ser aplicado aqui, com o financiamento de moradias. O governo federal entra com os recursos de financiamento e o GDF com terrenos e infraestrura”, antecipou o novo governador, Agnelo Queiroz, ao Campus por meio de sua assessoria de Comunicação.

“Agora que estamos organizando a Companhia e finalizando o trabalho de regularização dos terrenos, deixaremos tudo pronto para que o próximo governo possa aplicar o programa Minha Casa Minha Vida no DF com sucesso”, garante César Pessoa.

O empresário Nixon, indignado com a situação, vê no fato de a nova presidente e o governador eleito serem do mesmo partido uma possibilidade de resolução do impasse. “Acho que com o novo governo a coisa muda”. O mesmo pensa o vice-presidente do Sinduscon, Júlio Peres. “Esse governo tem tudo para fazer uma boa política habitacional”, diz.

Menos otimista, Edson da Silva pretende continuar protestando. “Até pode ser que melhore, mas vamos continuar lutando, porque independentemente de quem estiver aí, vamos ter que lutar para conseguir as coisas.”

 

Edson da Silva, do MTST, veio de São Paulo para articular as famílias na luta por moradia no DF

“Sem briga, sem protesto, não sai”

O título do panfleto que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto distribuiu em Brazlândia convocando a população local para uma assembleia no dia 19 de dezembro – Minha Casa Minha Vida só sai com luta – evidencia a descrença em relação à capacidade das autoridades de atenderem, sozinhas, às necessidades da população. “Nosso objetivo é mostrar para o povo que, sem briga, sem protesto, o Minha Casa Minha Vida não sai. É assim em todo os estados onde estamos”, explica Edson Francisco da Silva, um dos coordenadores do movimento.

No dia 20 de julho de 2010, o movimento ocupou o prédio do Ministério das Cidades com 400 famílias para pressionar pela aplicação do Minha Casa Minha Vida para famílias de baixa renda. Deixaram o prédio após reunião com o então ministro das Cidades, Márcio Fortes, e representantes da Terracap e da Secretaria de Patrimônio da União, que prometeram buscar solução para o problema.

Criado em 1990, em São Paulo, o movimento está presente em nove estados. “O MTST tem como um dos seus objetivos combater a máquina de produção de miséria nos centros urbanos. A ocupação de terra, trabalho de organização popular, é a principal forma de ação do movimento”, diz o site oficial do movimento na internet.

Há cerca de um ano, Edson da Silva, Zezito Alves da Silva e Eduarda dos Santos deixaram São Paulo, sede nacional do movimento, em direção ao Distrito Federal. “Para nós era importante trazer o movimento para a capital federal, que além de facilitar a luta por demandas de outros estados é um dos lugares com o pior problema habitacional do Brasil”, explica Zezito da Silva.

Com a ajuda do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da população local, o MTST acabou fincando sua bandeira em Brazlândia, a 45 km de Brasília. “Primeiro a gente foi para Sobradinho, mas depois fomos chamados para ajudar em uma ocupação de terra em Brazlândia e acabamos ficando por aqui”, conta Edson da Silva. Hoje o movimento já conta com mais de 1,3 mil famílias cadastradas na cidade. A família de Cleide de Coelho, descrita na reportagem, é uma delas. “Esse pessoal luta mesmo, sabe? Eles não cobram taxa, mensalidade e nem prometem nada para a gente. E eles estão certos, nessa vida a gente só consegue as coisas com muita luta mesmo”, diz ela.

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Sobre Edemilson Paraná

Edemilson Paraná é sociólogo e jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Marketing e Comunicação Digital (IESB), mestre e doutorando em Sociologia pela UnB, com período sanduíche na SOAS – University of London. Trabalhou como assessor de imprensa na Câmara dos Deputados, no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Como repórter, cobriu política no Congresso Nacional para o portal UOL e Blog do Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo). Como freelancer, escreveu para a Mark Comunicação e para a revista Gestão Pública e Desenvolvimento. Atuou como pesquisador-bolsista no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no projeto Sistema Monetário e Financeiro Internacional (2015-16). Além de trabalhos acadêmicos publicados nas áreas de Sociologia Econômica, Economia Política e Teoria Social, é autor do livro A finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional (Insular, 2016). Também publica intervenções sobre economia e política em sítios como Blog da Boitempo, Carta Capital, Congresso em Foco, Outras Palavras e Brasil em 5.

19 respostas em “Minha Casa Minha Vida não existe para os mais pobres do DF

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  2. Venho através deste solicitar a correção sobre a matéria acima citada.retifico o Sr. Nixon souza leite não é proprietário da empresa infracon e sim representante do projeto a ser implantado.

  3. Ilmos.srs:
    Observo que na edição do dia 18 de janeiro de 2011, este Grupo publicou matéria sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, na qual cita o Sr. Nixon Sousa Leite como representante da empresa INFRACON, com sede em Goiânia. No entanto, informo que o referido Sr. não é e nunca foi sócio, funcionário ou representante da empresa, não estando, desta forma, autorizado por nós a conceder entrevistas ou opiniões em nome da empresa.
    Esclarecidos os fatos, informo ainda que as denúncias de corrupção feitas pelo Sr. Nixon não representa o pensamento desta empresa.
    Atenciosamente, José Maria Aquino Genaro, diretor da empresa INFRACON – Construtora e Incorporadora Ltda.

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  5. Me cadastrei na cohdab minha casa minha vida no tempo do arruda faz um tempo e não fui beneficiada com nada ate agora. quando vai ter outros beneficiados? e quem? quais os nomes dos contemplados desse projeto? e ser vai ser realizados o sonho de cada pessoal na espera de anos e anos desses projetos fora outros prometidos desse governo e dessa presidência… Também concluído Por que que não continuo as bolsas universitária dos governos anteriores? Não basta o enem pra todos mas não são todas as pessoas que escreveram não foi beneficiadas e nem todos tem condições de pagar faculdades e nem mesmo tem emprego pra pagar. Sinceramente o GOVERNO da capital do brasil deichou a desejar é muito … ok

  6. Colocam a burocracia na frente, e isto serve de desculpas para não atender a população de baixa renda. Acredito até que este programa é mera publicidade para o governo fazer de conta que se incomoda com famílias de 0 a 3 salários mínimos. É burocracia para todo lado. O governo deveria cria um setor apenas para desenvolver e dar assistência para os corajosos de cooperativas, associações e construtoras que quisessem atender população de baixa renda, independente se é época de eleição ou não.

  7. luiz fernando, eu pergunto cade os 10 mil lotes que o agnelo prometeu entregar até desembro de 2011, pois ja se esta esgotando o mes de desembro e até agora não vi nada, o riacho fundo II esta do mesmo geito nem sinal de construçao ele só quis ser eleito pelo povo brasilense mas ele esqueceu que nós estamos de olho nele, e nós outros também tem outras eleições queria saber se ele não vai cumprir o que prometeu, já estamos cheio de tantas desculpas esfarrapadas, e o jardim mangueiral porque que ele ja não entregou o que já ta pronto nos que ganhamos de um a tres salarios minimos temos os mesmos direito que aqueles que ganham até des salarios temos direito de adguirir um no mangueiral porque quem ganha des salarios pode muito bem comprar um lote não precisa entrar no programa do governo, vamos meu povo cobrar do agnelo o que ele prometeu não vamos ficar de braços cruzados e esperar até 2014 pois eles estao pensando só na copa e nós vamos ficar pagando aluguel a vida toda,agnelo queremos respostas va a uma emisora e cumpra o que prometeu pra nós ao vivo para todos nós brasilenses, se vc for um governante de palavra prove pra nos.

  8. o que o governo do distrito federal , lamentavelmente , é que não tenha mais pobre no DF isso sim , a burguesia que habita no distrito federal não aguenta ver pobre frequentando os seus espaços como shopping e áreas de lazer , não vem como e no lago , quase tudo cercado por clubes e mansões , infelizmente e a realidade o governo não que mais gente humilde e pobre no DF.

  9. Pingback: Campanha #negociaagnelo | Brasil e Desenvolvimento

  10. Gostaria de saber para quem exatamente foi feito este Programa Minha Casa Minha Vida, classe média? onde uma pessoa que ganha 3 salários mínimos é considerada classe média? Tenho inscrição a mais de 27 anos, moro aqui a 52 anos e só agora fomos chamados, enfrentamos uma fila quilométrica na CODHAB, chequei as 6 horas da manhã, sai de lá 20:30, optei pelo jardins mangueiral, e hoje vivo um total pesadelo, onde a real classe média impera, e nos que não chegamos a 10 salários mínimos , teremos que mais dia menos dia sair do jardins mangueiral , por não termos condições de arcar com um condomínio de R$ 281,00 reais por mês, isso será só começo, porque ainda virá mais exigências daqueles que ganham mais 12 salários mínimos e não doem no bolso, pra eles R$ 300,00 reais , não é nada e nas reuniões de condomínios aprovam tudo que a suposta síndica propõem, e nos que somos a minoria temos que aceitar e ai começa o martírio, meu marido ganha R$ 2.900,00 e nossa prestação é de R$ 798,00, este programa que eu saiba só pode comprometer 30% da renda, agora pergunto que balela é essa a maquiagem do descaso com as pessoas que esperaram tanto , se não derem conta de pagar o que eles querem , que se mudem , por que sei de pessoas no mangueiral que ganha R$ 12.000 mil reais e outros muitos neste mesmo patamar, o que será de mim daqui a alguns alguns meses quando não der mais conta de pagar o condomínio, serei uma inadimplente e sem moraria, porque pelo programa não posso vender e neim alugar, sei de pessoas que não são inscritos no programa e compraram, já tem residência e compraram, tive que dar de entrada R$ 13.100,00 , fora o que gastamos com documentação, tudo mais ou menos R$ 15.000,00 reais, o apartamento recebemos sem piso, na planta o metro quadrado do apartamento e de 46m2, só que tem 42m2, e outras irregularidades, parede com rachadura, parte elétrica danificada, vasculante do corredor do prédio, abre para dentro do apartamento e não posso colocar grande sobre pena de multa. Estou muito triste porque esperei tanto e vejo um futuro obscuro e cheio de preocupações, não sei onde me apoiar , as expectativas que criei, estão todas no tormento de como será novamente o meu amanhã. DEIXANDO BEM CLARO QUE O DINHEIRO FALA MAIS ALTO, TEM VOZ ,TEM PODER E ASSIM TEMOS QUE NOS CONTEMTAR EM VIVER DE ALUGUEL NUM BARRACO HULMILDE E SEM CONFORTO.

    • Realmente complicada a situação que você relata, Clemilta. Infelizmente a mídia não cobre a situação de pessoas como você, muito menos a propaganda do governo que só faz para pintar as maravilhas de um programa que está longe de beneficiar quem mais precisa. Para isso, é importante nos organizarmos politicamente para lutarmos contra esses absurdos.

  11. Ludinete, sou inscrito a mas de 30 anos, agora pensamos que ia chegar a hora, pois temos o endereço, é muito burocracia pois quando chegamos para levar os documentos por causa de 25,00 a mais não nos enquadramos no grupo, pois todo ano temos reajuste, e ha mais de 2 anos espero por isso, agora que chega o nosso salario ficou amais, pois o agendamento era anual,o que fazer nesse momento, estou muito indignado.

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