Parlamentares do PSol recomendam voto em Dilma!

Seg, 18 de Outubro de 2010 – 09:55h
 

Além dos parlamentares, intelectuais como Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho também assinam a nota de “apoio crítico” à candidata petista Dilma Rousseff.

“A decisão tomada pelo PSol, por absoluta unanimidade, foi que não é concebível sob o ponto de vista programático e da história de nosso jovem partido se afiliar à candidatura demotucana de José Serra. Nós não temos nenhuma identidade programática, de visão de mundo e de prática política com o PSDB e o DEM. Portanto, nenhum voto ao Serra”.

A afirmação do deputado federal Chico Alencar, reeleito pelo Rio de Janeiro com 240,7 mil votos, reflete a postura que já havia sido antecipada nas ruas pela militância do PSol contra a eleição do candidato tucano à Presidência, que o partido qualifica como retrocesso político no país.

Chico Alencar comenta outra decisão unânime tomada pela direção do PSol na reunião de sexta-feira (15) foi não se alinhar ou participar do futuro governo, mesmo em caso de vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, a quem parlamentares e intelectuais do partido decidiram recomendar o voto crítico:

“Os parlamentares eleitos pelo partido, assim como seus representantes nas organizações dos movimentos sociais, terão independência crítica em relação ao novo poder nacional que será constituído, qualquer que ele seja”, diz o deputado.

Feita esta ressalva, Chico é categórico: “A situação conjuntural mais imediata, que diz respeito ao segundo turno, nos coloca diante dessa opção: de um lado o regressismo conservador e com uma campanha de um moralismo medieval, retrógrada e onde se usa o nome de Deus em vão à vontade que o demotucanato promove; de outro, a candidatura, ainda que recuada e com constantes retrocessos em termos de declaração e rebaixamento programático, que Dilma representa”.

Chico considera que um eventual governo Dilma dará ao PSol e à esquerda em geral um patamar de contradições e possibilidades de avanços maiores: “No governo de Dilma, nós entendemos que os movimentos sociais terão mais espaço”.

O papel do Estado, ponto onde as concepções petista e tucana entraram em clara rota de colisão durante a mais recente crise econômica global, também é citada pelo deputado: “Nos toca a questão do próprio Estado e do poder público como um ente importante para viabilizar políticas que interessem, sobretudo, aos mais explorados e mais pobres”.

Por fim, Chico aponta a política externa como outro campo onde a volta de tucanos e demistas ao poder representaria claro retrocesso para o Brasil: “Para DEM e PSDB, a política externa brasileira precisa estar inteiramente atrelada aos ditames do império, às coordenadas dos Estados Unidos.

O PSol defende uma política externa independente e de diálogo com governos populares latino-americanos como em significativa parte o governo Lula promoveu. Portanto, nesse caso não há dúvidas”, afirma.

Chico conclui sua análise afirmando que a declaração de voto crítico em Dilma não significa um alinhamento programático ou mesmo a apresentação de uma pauta de reivindicações do PSol à candidata do PT:

“É simplesmente um voto sabendo que para o Brasil não é a mesma coisa um governo de PSDB e DEM e um governo do PT, apesar das alianças preferenciais que fez”. (Fonte: Rede Brasil Atual)

Retirado de: http://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/14720-parlamentares-do-psol-recomendam-voto-em-dilma-rousseff-pt

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5 respostas em “Parlamentares do PSol recomendam voto em Dilma!

  1. não é exatamente um apoio.
    em nota no seu site o psol, disse voto critico na dima ou nulo/branco.
    sabendo-se que o psdb é um retrocesso mas msm assim sabendo que a dilma não é um avanço.
    o meu voto é nulo, a população já escolheu um projeto neo liberal que a grande midia fez questão de divulgar, eles que escolham o menos pior, o psol vai continuar a lutar pela cpi, educação, reforma agrária independente de quem vencer

    • Alex: sim, o PSOL tomou essa posição, a favor do voto crítico ou nulo/branco. Os parlamentares da bancada do PSOL , porém, assim como alguns intelectuais, publicaram uma nota com apoio crítico.

    • Eu acho equivocado um militante de esquerda votar nulo. Isto é, afirmar sua indiferença com relação a Dilma ou Serra. Dentre outras razões, há diferenças claras em política externa. Uma vitória de Serra aumentaria bastante o risco de desestabilização de processos de avanços políiticos em países como a Bolívia.

  2. Novamente venho aqui comentar.
    Se Dilma e Serra fossem tão diferentes, se Dilma fosse contra privatização. Era só alterar a CF e pronto, estatizar tudo de novo. É tudo a mesma coisa. “Bolsa-Banqueiro”. Brasil na política externa é imperialismo. Bolívia, manipulação de Evo morales. Hugo Chavez nem irei nem comentar. Ditadura é ruim, seja de esquerda ou de Direita. Da mesma forma que os EUA nao respeitam direitos humanos a Venezuela também não. Deixar o Judiciário fraco e fazer o povo viver uma falsa democracia nao é algo saudável para a nação. Do que adianta lutar contra o imperialismo da grande mídia e implantar a sua própria como vez Chavez.

  3. A Esquerda brasileira está evoluindo!

    Não basta só sonho, às vezes é preciso ser pragmático para podermos continuar em busca do sonho.

    A extrema-direita foi pragmática: apoiou Serra mesmo ele prometendo 13º ao BolsaFamília. A Esquerda brasileira está de parabéns, pois está unida para evitar que o Brasil de vários passos para trás.

    Política é também guerra de posições, jogo de xadrez. É muito mais fácil ser contra tudo e todos e não assumir responsa, não dar a cara pra bater.

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