Avanços do governo Lula no combate à corrupção

Por João Telésforo Medeiros Filho

Acrescento um detalhe ao que Rafael Dubeux diz no texto abaixo: não à toa tivemos um Procurador-Geral da República, à época de FHC, que ficou conhecido como “Engavetador-Geral da República” (vide esta declaração do senador Jefferson Peres, do PDT-AM). Isso decorreu da própria forma como ele era indicado – ou da falta de critério republicano para tanto.

Geraldo Brindeiro foi quem mereceu a alcunha de Engavetador. Foi reconduzido QUATRO vezes por FHC à chefia do MP, em total desconsideração à lista tríplice que era apresentada pelos membros da carreira. Na última vez, por exemplo, Brindeiro foi apenas o 7º mais votado na lista, mas ainda assim FHC o nomeou. Lula manteve sempre a postura republicana de indicar como PGR o mais votado na lista tríplice elaborada pelos membros da carreira, prestigiando e fortalecendo o Ministério Público como instituição independente, capaz assim de fiscalizar com altivez todos os demais poderes, inclusive o Presidente.

A corrupção é um risco presente em qualquer instituição (pública ou não), em qualquer lugar do mundo. O combate a ela é feita pelo fortalecimento das instituições responsáveis pelo controle e por iniciativas que tornem o poder mais transparente. Apesar de vários problemas que continuaram com o governo Lula, de suas alianças, isso aconteceu muito mais sob o governo do PT do que sob o do PSDB. Eu voto Dilma porque quero um país que siga avançando no combate à corrupção.

Por Rafael Dubeux –  Instituto Alvorada

1. Com Lula e Dilma, o Ministério Público se tornou independente e acabou a história de “engavetador-geral da república”, que havia com FHC.
2. Com Lula e Dilma, a Polícia Federal virou uma instituição de excelência, orgulho nacional, desbaratando grandes quadrilhas.
3. Com Lula e Dilma, o governo federal tornou o Brasil um dos países mais transparentes do mundo, com todas as contas disponíveis na internet.
4. Com Lula e Dilma, a CGU passou a investigar servidores corruptos e já expulsou mais de 2.700 do governo federal.
5. Com Lula e Dilma, aprovou-se a Reforma do Judiciário, que estabeleceu controle externo na Justiça e permitiu sua moralização.
O avanço no combate à corrupção não pode ficar dependendo da boa vontade dos governantes, e sim da formação de instituições fortes, livres e independentes. Foi isso o que o governo Lula fez.MPF: O Ministério Público Federal ganhou autonomia efetiva ao poder escolher, por eleição da categoria dos procuradores, o Procurador-Geral da República (PGR). Vale notar que o PGR é a única autoridade do país que pode acusar criminalmente o Presidente, os Ministros e os parlamentares. Antes de Lula, o PGR era nacionalmente conhecido como “Engavetador-Geral da República”, já que não investigava ninguém ligado ao governo, até porque era amigo do Presidente e primo do Vice-Presidente. 

PF: A Polícia Federal se tornou uma nova instituição sob Lula. Aumento de pessoal de quase 50% mediante concurso, valorização dos salários da categoria para atrair quadros qualificados, estrutura e equipamentos novos, além de, mais importante, utilizar novas técnicas de investigação. O resultado é uma instituição que se tornou orgulho nacional por realizar grandes operações que passaram a atingir um grupo social e econômico que, até o governo anterior, se julgava acima das leis. Prefeitos, deputados, governadores, empresários, servidores públicos, todos passaram a entender que a lei se aplica igualmente a todos e que aPF tem condições de investigar qualquer tipo de ilegalidade.

Transparência. O acesso às contas do governo exigia senha. Sob Lula, criou-se a CGU e inaugurou-se um programa inédito de transparência pública. Todos os gastos estão disponíveis, sem senha e em linguagem intuitiva, no Portal da Transparência. Se quiser saber quantos contratos a empresa X tem e quanto recebeu, é só procurar lá. O Brasil ganhou prêmio da ONU por essa iniciativa, como uma das 5 ações mais importantes do mundo para o enfrentamento da corrupção.

Corregedoria. A tradição de não apurar irregularidades no serviço público ficou para trás. A CGU instituiu um Sistema de Corregedoria em todo o governo federal, monitorando os processos disciplinares contra servidores corruptos. Desde 2003, já foram mais de 2.700 servidores federais expulsos do serviço público, mais de 300 por ano. Acabou-se o compadrio que existia.Controle externo na Justiça: O Judiciário era considerado uma caixa-preta. Por isso, a partir da criação da Secretaria da Reforma do Judiciário por Lula, foi elaborado e aprovado no Congresso Nacional uma Emenda à Constituição de 2004 que criou o Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle externo do Judiciário. Esse segmento antes inalcançável passou por imensas mudanças nos últimos anos, como a proibição do nepotismo, a divulgação de suas contas, o corte de salários acima do teto e até mesmo o afastamento de juízes, desembargadores e ministros envolvidos em vendas de sentença. 

Há muito a se fazer, mas é preciso reconhecer os grandes passos já dados. Os próximos avanços dependem de reforma política, para mitigar o poder econômico nas eleições, e de reforma do Código de Processo Penal, para garantir a efetividade da sanção penal. Antes, o Brasil andava para trás nessa matéria. Agora, a gente vê que os passos já dados por Lula e Dilma mostram que estamos no rumo certo.

http://votodilmaporque.wordpress.com/

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