Comparação de programas: transportes

Este post é parte complementar do projeto “comparativo das propostas dos principais candidatos à Presidência”, uma parceria entre os grupos Brasil e Desenvolvimento e Instituto Alvorada. Além desta e outras análises escritas, um quadro comparativo em tópicos com as principais propostas de cada candidato foi disponibilizado (aqui).

Por Marcos Toscano

As políticas de infra-estrutura estão no centro das atenções no momento atual e nada mais fácil do que entender o porquê. Não se trata mais do mero chavão de anos atrás sobre os buracos nas estradas, que pretendia atingir antes de mais nada o público de classe média que possuía automóveis. Mais do que de estradas, tem-se falado agora em ferrovias, portos, ampliação de aeroportos. Os desafios são imensos e advém do crescimento econômico do país e dos grandes eventos de 2014 e 2016.

O crescimento da produção nacional exige novas e melhores soluções para seu escoamento. E para isso não bastam estradas: é preciso infra-estrutura portuária e difusão de linhas ferroviárias, caso contrário perderemos a competitividade no mercado internacional. Por outro lado, o imenso fluxo turístico que vai varrer o Brasil de entre 2014 e 2016 exige bons meios de locomoção entre as grandes cidades e dentro das grande cidades. Enfim, é hora de levar a sério a mobilidade urbana no país.

Todos os candidatos defenderam a ampliação da malha de todos os modais de transportes e apontaram metrôs, VLTs e melhoria do sistema de ônibus como solução para mobilidade urbana. Todos exceto Plínio, na realidade, uma vez que esse candidato não dispões de propostas específicas para a área de transportes. Serra, por sua vez, só apresentou suas propostas na última quinta, por isso elas simplesmente não constam da tabela; estão disponíveis logo abaixo deste texto.

Chamou atenção a defesa da implantação de ciclovias empreendida por Marina e Serra, mas ausente do programa da candidata Dilma Roussef. A petista, no entanto, é a única a mencionar a necessidade de promover consórcios intermunicipais para solucionar problemas de transportes públicos recorrentes. Serra, por sua, vez apresenta propostas bem específicas para a mobilidade urbana, como a desoneração do combustível dos ônibus e a construção de 400 km de metrô em 13 cidades (não especificadas).

As propostas de Serra para transportes, apresentadas na última quinta-feira:

Reformar as estradas federais com investimentos públicos e privados
Modernizar portos e aeroportos.
Ampliar e modernizar o transporte hidroviário.
Ampliar e modernizar o transporte ferroviário.
Construir 400 km de metrô em 13 cidades e transformar trens urbanos em metrô de superfície.
Acabar com o imposto sobre o combustível dos ônibus para reduzir os custos – e o preço da passagem.
Implantar Bilhete Único Integrado nas cidades que ainda não dispõem desse sistema para reduzir custos das viagens para os passageiros.
Cortar os custos da energia elétrica para o transporte coletivo (metrô, VLT, trólebus).
Incentivar a implantação de Sistemas Cicloviários nas cidades.

Disponíveis em http://www.serra45.com.br/ e acessadas em 25.09.2010

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