Eleições Indiretas, Tony e Bezerra

Por Laila Maia Galvão

Na semana passada, o deputado federal Alberto Fraga, um dos políticos “sobreviventes” do DEM do DF, se dirigiu à tribuna da Câmara para se pronunciar a respeito da eleição indireta. Em afirmação infeliz, disse que a inscrição da chapa de Tony Panetone só poderia ser coisa de estudantes da UnB, que nunca têm o que fazer, já que na maioria do tempo estão em greve.

Em uma só frase, o ilustre deputado foi capaz de ironizar o movimento de greve da UnB e rebaixar à categoria de baderneiros e irresponsáveis os estudantes que participam do movimento estudantil.

 É espantoso o fato de o deputado ter ficado “enojado” com a publicação da inscrição de Tony no Diário Oficial da CLDF. Ao mesmo tempo, as chocantes imagens de pagamento de propina veiculadas na mídia no final do ano passado não parecem ser dignas de tamanha indignação.

Mas a assessoria da chapa de Tony Panetone, que traz como vice Bezerra Dourada da Silva, informa que “todos os deputado podem ficar tranquilos, pois Tony não vai criar problemas com outros companheiros da CLDF e permitirá que todos continuem sacaneando com o dinheiro público”.

Para mais informações sobre a campanha de Tony, clique aqui.

E assim continuamos nossa saga… pela construção de uma nova política para o DF!

Hoje, a CLDF irá analisar os documentos das chapas inscritas.

Notícia do site G1:

PSDC desiste e eleições indiretas do DF terão nove candidatos

Nesta terça-feira (13), Câmara analisa documentação das chapas.
Eleições indiretas estão marcadas para 17 de abril.

No último dia antes de a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal decidir quais chapas poderão concorrer às eleições indiretas do DF, o Partido Social Democrata Cristão (PSDC) retirou a candidatura de Virgílio Macedo. Nesta terça-feira (12), a Mesa Diretora da Câmara analisa os documentos para avaliar se as nove chapas inscritas estão dentro da legalidade e poderão participar do processo eleitoral.

O PRTB fez mudanças na composição da chapa e concorrerá com Simone Nunes para governadora e Paulo Fernandes para vice. O PSL mudou somente o vice, que agora é Clodoaldo Andrade. A assessoria da Câmara informa que outros seis partidos levaram documentos, que serão analisados pela Procuradoria da Câmara.


O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital que envolveria o primeiro escalão do Executivo local, que levou à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso.

Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo de governador do DF.

Relembrando o caso da Bezerra:

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