Por um novo desenvolvimento e uma nova política

Por Ana Rodrigues

Recentemente o Grupo Brasil e Desenvolvimento passou por uma reavaliação das suas ações pregressas com vistas a estabelecer um cronograma de pautas para continuarmos atuando cotidianamente.

Dentro dessa perspectiva, decidimos nos empenhar em construir, por meio de um projeto ousado e inovador, uma nova política no DF que possa representar, ao mesmo tempo, os anseios sociais mais profundos da sociedade e servir de modelo para um novo desenvolvimento do Brasil.

Concordamos que as propostas, para que sejam inovadoras, devem congregar formas novas e eficientes de solucionar problemas antigos. Nesse sentido, avaliamos que um novo desenvolvimento deve estar alicerçado em pressupostos de sustentabilidade, tanto em relação ao meio ambiente como em relação aos seres humanos.

Se as demandas são sociais e a sociedade não se identifica com a representação que tem nos cargos eletivos, a base para uma nova política deve ser a ampliação da democracia e criação de instrumentos de poder popular, como as organizações civis de classe e os movimentos sociais.

Consideramos que a essência de qualquer projeto de desenvolvimento deve ser o combate à desigualdade até o momento em que não faça mais sentido colocar esse ponto em pauta. A sociedade deve ser composta de mulheres e homens livres e iguais, não só perante a lei, mas perante quaisquer instrumentos de poder.

Entendemos também que a maior parte das desigualdades são provenientes do capitalismo e que, portanto, é condição essencial para eliminá-las, combater esse sistema. Isso se torna viável ampliando os instrumentos de participação e de empoderamento da cidadania, os quais são, em última instância, fins da revolução social que desejamos.

Concordamos que há necessidade de planejamento para entrever a realidade pós-capitalismo e estruturar as próximas ações a partir daí. Dessa forma, seguiremos pensando e agindo pela mudança, essa verdadeira revolução que começa pela centelha lançada em cada cidadão. Essa é a motivação que nos move.

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Sobre Ana Rodrigues

Ana é uma criatura insurgente contra as idéias consagradas que permeiam a sociedade. Graduanda em Agronomia, tem colaborado em trabalhos que contemplam o caráter social e distributivo da agropecuária. Atuou em pesquisa científica junto à Fundação Banco do Brasil orientada por professores do Centro de Desenvolvimento Sustentável, estagiou no Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário e colaborou com o Projeto Precoce (extensão) durante um semestre. Atualmente realiza pesquisas acadêmicas em Agricultura Orgânica e colabora em trabalhos de Paisagismo. Inicia uma nova etapa pessoal na militância política com a consciência de que muito ainda precisa ser feito para de fato construirmos o desenvolvimento capaz de promover justiça social no Brasil.

3 respostas em “Por um novo desenvolvimento e uma nova política

  1. “Entendemos também que toda e qualquer desigualdade é proveniente do capitalismo…” me parece uma simplificação meio forçada e uma constatação meio século XIX. Esperava que fosse feita uma abordagem um pouco mais contemporânea.
    E essas críticas já realizadas antes não foram razoáveis ao adotar mecanismos de promoção de maior igualdade sem sacrifício de liberdades e direitos fundamentais. Foram construídas por meio de mecanismos totalitários que pregavam a unidade e o desprezo pela diferença. Esperava daqui uma proposta que seguisse por um caminho de superação de desigualdades, empoderamento e proposição que constituísse algo de novo, inovador e com potencial efetivo de realização. Que o capitalismo gera muitos problemas, gera. Problemas sérios e insustentáveis. Mas, por esse post, temo que ouviremos mais do que já foi dito por aí, nos últimos 150 anos.

  2. Caro Márcio,
    Exatamente por causa dessa interpretação que o texto foi reeditado e o trecho citado por você foi substituido por: “a maior parte das desigualdades são provenientes do capitalismo…”.
    Peço desculpas pelo erro de redação, mas mantenho a crítica ao capitalismo como gerador de desigualdades muito além das econômicas.

  3. Cara Ana, a modificação é bastante relevante. A constatação feita por você, acredito, é real. O que precisamos é da construção de novas alternativas. Tenho esperança de que sejam construídas e implementadas!

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