Vote pra Mudar: Novos votos por uma nova política no D.F.

A hora é do povo!

O desdém pelo povo marca grande parte da história do Distrito Federal. Tudo começa na construção de Brasília, quando aqueles que fizeram a proeza de erguer uma cidade monumental em apenas quatro anos foram sumariamente excluídos de seu Plano Piloto: como na música de Zé Ramalho, o DF que estes cidadãos construíram não lhes tratou com o mesmo carinho.

A exclusão não foi apenas geográfica, mas também política. Por um bom tempo, aqueles que governaram a nossa unidade federativa eram escolhidos ao bel prazer da ditadura. Em 1988, quando o país festejava a inédita possibilidade de eleição direta dos governantes, aqueles que aqui já haviam se beneficiado fartamente da máquina pública cuidaram de garantir que o processo de abertura seria conduzido de forma a melhor atender os seus interesses. A soberania popular de que falava a Constituição foi novamente rifada em beneficio de uns poucos que, cada vez mais, concentravam riqueza e poder.

Sem a possibilidade de participar mais ativamente na construção do seu próprio destino, coube a muitos dos moradores do DF se contentar com as migalhas que poucos e pequenos políticos lhes ofereciam para manter o controle de suas vidas. Esses abutres cresceram e, como na história da vida, se reproduziram: há anos eles comandam a vida política no DF com seu poder e seu dinheiro. No entanto, o enriquecimento deles e de seus amigos empresários empobrece cada vez mais a nossa cidadania.

Nestes pouco mais de vinte anos de autonomia, fica claro que a corrupção que existe no DF não é recente, tampouco envolve apenas o mau uso do dinheiro público e o enriquecimento ilícito. Em 2000, o DF teve um Senador cassado por quebra de decoro parlamentar. Em seguida, outro Senador foi levado à renúncia, como subterfúgio para evitar a cassação. Em 2007 foi a vez de um terceiro Senador que, sob sérias acusações de manter relações promiscuas com o empresariado local, renunciou para não ser cassado.

Eis então que, movido pela revolta com a corrupção que imagens de vídeos esfregavam diariamente em sua cara, o povo foi às ruas e parou a capital do país, enfrentando bravamente a violenta polícia repressora do Governador. A pressão popular levou o DF a mais um vergonhoso recorde: o de possuir o primeiro Governador preso do país e de ver os seus sucessores caindo um atrás do outro. Mas essa experiência deixa a sensação de que temos a força para mudar o nosso destino. E a certeza de que nenhum governante poderá pensar que somos inofensivos ou que nos calaremos em troca de algumas migalhas, pois temos consciência do nosso poder, o poder popular.

Nas manifestações e debates públicos, os jovens têm se mostrado especialmente preocupados com o futuro do DF. Mais do que nunca, eles querem ser agentes dessa mudança. Mas nas eleições, mesmo podendo votar, poucos são os que participam. Alguns são nascidos aqui, mas não se sentem estimulados a tirar título de eleitor. Outros vêm de fora, com a mesma disposição de trabalhar pelo país que motivou a geração dos pioneiros. Muitos destes também se assustam e se revoltam com a situação política do DF, mas poucos são os que transferem seu título eleitoral para cá. Com isso, perdem a oportunidade de participar da mudança desta que, além de ser a capital do país, é antes de tudo a nossa casa.

Em pleno ano eleitoral no qual Brasília comemora os seus 50 anos, devemos nos lembrar disso e, também, da nossa história. Nas eleições recentes a disputa tem sido muito acirrada: uma diferença de 3% dos votos chegou a definir a manutenção e o fortalecimento de corruptos no governo. E depois de tudo o que passamos, é bastante concreta a possibilidade de que alguns daqueles antigos abutres voltem para o que consideram ser seu ninho.

Mas assim como a política do DF, esse quadro tem que mudar! Temos até o dia 05 de maio para transferirmos o título eleitoral e alistarmos novos eleitores para o próximo pleito. Depois de inúmeros protestos contra Arruda e sua máfia, queremos voltar às ruas e distribuir mais uma arma para esse confronto aberto que seguimos travando contra a corrupção: o voto. Montaremos bancas de alistamento eleitoral nas universidades, escolas, e onde mais possamos chegar com um objetivo claro de refundar a política do Distrito Federal. Vamos trazer novos votos por uma nova política no DF!

Venha com a gente, nas ruas e nas urnas, construir uma nova política no DF! Vamos mostrar que queremos para Brasília outros 50: com o poder e o nosso destino, enfim, em nossas mãos!

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O Brasil & Desenvolvimento participa do Movimento Vote pra Mudar. Acesse o site e conheça mais http://votepramudar.wordpress.com/ .

Vários de nós transferiremos nossos títulos eleitorais para o DF no alistamento em massa que está marcado para o dia 20 de abril! Se você não tem título, aliste-se contra a corrupção!  Marque sua trasferência ou alistamento tambem!

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