5 respostas em “Avaliação do Fórum Social Mundial

  1. Após o ensurdecedor silêncio que segue minhas provocações no Twitter a respeito (@andrethatcher) da desavergonhada timidez do FSM em criticar a ditadura venezuelana, tinha decidido não mais perder meu tempo lendo reports desse evento. Contudo, como a autora é quem é, decidi aqui insistir nos meus pontos e ler todo o seu longo post, o que, como eu imaginava, fez-me ganhar ao invés de perder. Vou então às observações:

    1-Parece-me um ponto irreconciliável, mas vou marcar posição: desconheço esse avanço irremediável do “neoliberalismo” na década de 1990 na América Latina, em especial América do Sul. Infelizmente as reformas aqui titubearam demais. A respeito ler artigo do professor e diplomata de carreira Paulo Roberto de Almeida: De la Démocratie au Brésil: Tocqueveille de novo em missão. Disponível em http://www.pralmeida.org/

    2-As reformas trabalhistas “de direita” levaram México, Chile, Reino Unido, EUA… a longos períodos de baixo desemprego e crescimento real dos ganhos do trabalhador. Pessoalmente a reforma pouco me interessa, pois a classe média alta bem educada tem para si os muitos benefícios da mãe estatal, em especial no funcionalismo público. Mas em um país com fortes vantagens comparativas aonde a mão-de-obra com pouca escolaridade pode ser empregada, e não falo apenas do campo, manter o sistema inflexível posto é altamente excludente. O que o criativo FSM propõe?

    3-“Além da América latina, com as perspectivas para as eleições desse ano no Brasil, com os elogios aos avanços do governo de Evo Morales na Bolívia e com o consenso de que a esquerda não foi capaz de se unir para garantir a vitória nas últimas eleições chilenas, o FSM discutiu também a questão Palestina e a recente tragédia no Haiti. Criticou-se o envio de tropas estado-unidenses ao país recentemente devastado por um terremoto e buscou-se criar uma rede de solidariedade destinada a colaborar com a reconstrução haitiana.” Eis aqui minha grande mágoa! (mentira, não foi surpresa nenhum!). Enquanto celebram a Bolívia e lamentam a majestosa e civilizada derrota da Concertación o FSM silencia sobre a Venezuela? Seria uma postura, no mínimo, cretina. Mas então fica a pergunta, o que foi dito lá sobre a brutal repressão contra estudantes pelo gov. Chávez?”

    4-“Porque não criar e organizar uma ampla campanha de regulação dos mercados e de controle dos bancos (tornando-os públicos, quem sabe)?!” Pq os livros de história e história econômica estão disponíveis nas livrarias mais próximas a preços viáveis. Basta brincar de jabuticabice e a conta logo vem, vide Argentina e Venezuela.

  2. Eu li o post inteiro esperando saber qual era o posicionamento do FSM quanto ao assassinato de estudantes universitários pelo governo do Hugo Chavez na Venezuela. Muito me impressionou o silêncio dos movimentos sociais e estudantis da UnB quanto a esse episódio. Será que ainda hoje matar em nome da revolução é legítimo? Existe ainda um Stálin latente em todo esquerdista? Gostaria muito de saber como o B&D se posiciona em relação a Revolução Cultural empreendida por Chavez na Venezuela e como os movimentos estudantis da UnB estão lidando com as denúncias de universitários venezuelanos de que o governo veta estágios aos estudantes de oposição, não financia seus projetos de pesquisa, além de aposentar compulsoriamente professores universitários críticos ao governo. O FSM não teve nada a dizer sobre isso? Ou será que tudo isso é mentira e não passa de conspiração da mídia golpista?

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