A História das Coisas – É esse o desenvolvimento que queremos?

Videozinho extremamente simples e didático, mas que por sua crueza óbvia se revela profundo.

Está claramente relacionado às últimas discussões do grupo sobre desenvolvimento.

vídeo original: The Story of Stuff – mais informações em http://www.sununga.com.br/HDC/

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Esse post foi publicado em Relatos de Reuniões e marcado , , , , por Edemilson Paraná. Guardar link permanente.

Sobre Edemilson Paraná

Edemilson Paraná é sociólogo e jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Marketing e Comunicação Digital (IESB), mestre e doutorando em Sociologia pela UnB, com período sanduíche na SOAS – University of London. Trabalhou como assessor de imprensa na Câmara dos Deputados, no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Como repórter, cobriu política no Congresso Nacional para o portal UOL e Blog do Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo). Como freelancer, escreveu para a Mark Comunicação e para a revista Gestão Pública e Desenvolvimento. Atuou como pesquisador-bolsista no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no projeto Sistema Monetário e Financeiro Internacional (2015-16). Além de trabalhos acadêmicos publicados nas áreas de Sociologia Econômica, Economia Política e Teoria Social, é autor do livro A finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional (Insular, 2016). Também publica intervenções sobre economia e política em sítios como Blog da Boitempo, Carta Capital, Congresso em Foco, Outras Palavras e Brasil em 5.

23 respostas em “A História das Coisas – É esse o desenvolvimento que queremos?

  1. De fato, relacionadíssimo às nossas discussões!

    Com as últimas, sim, mas lembrou-me muito também a reunião no semestre passado com o Márcio Pochmann!

    O consumismo está no centro dos problemas do sistema. Determinar o valor de seres humanos com base no quanto eles consomem gera no mínimo três problemas gravíssimos, que o vídeo aponta: 1. quem não consome nada não vale nada, quem consome pouco vale pouco… Isso surte efeitos devastadores na sociedade, reproduz a exclusão e nos coisifica (o velho Marx merece ser lembrado, estudado e discutido mais a fundo a respeito…); 2. a lógica do consumo desenfreado tem efeitos brutais sobre o meio ambiente, que simplesmente não tá agüentando; 3. as pessoas trabalham cada vez mais, pra ganharem mais dinheiro e consumirem mais, e produzirem mais e terem mais o que consumir…

    Mas, adianta criticar esse sistema ao mesmo tempo em que se adere a ele? Assinar petições contra a devastação na Amazônia enquanto somos consumistas? Criticar o fato de que o patrimônio e a capacidade de consumo são os valores fundamentais do sistema, e ao mesmo tempo buscar trabalhos tendo esses fatores como valores fundamentais?

    Não seria isso hipocrisia, uma vez que estamos cientes do problema?

    Temos conversado no grupo sobre a necessidade de que ocorram mudanças culturais para viabilizar a mudança do paradigma de desenvolvimento (ou para viabilizar que ocorra um verdadeiro desenvolvimento). Quer dizer, é preciso que o patrimônio e o consumo deixem de ser os parâmetros fundamentais utilizados socialmente para dar valor às pessoas.

    Como fazer isso? Acreditamos em mudanças institucionais. Mas uma dúvida que temos: será que podem ser bem-sucedidas mudanças institucionais que utilizem incentivos do velho sistema para gerar mudanças rumo ao novo sistema? Por exemplo, o Capela abordou em outro post a necessidade de se aumentar a remuneração dos professores. Creio que ninguém discorda de que isso é necessário. Mas será que realmente haverá uma modificação estrutural se as reformas forem feitas com instrumentos calcados nos velhos valores? Há alternativa?

    É preciso imaginar. Mas, por hora, a alternativa que vejo é nós vivermos desde já segundo aquilo que acreditamos e pregamos (ou propomos, pra parecer menos religioso… hehehe). Não estamos fora do mundo, óbvio; estamos sujeitos a pressões e incentivos do sistema, claro; mas, no fim, nós temos escolha, sim. Podemos escolher o caminho fácil da acomodação, ou escolher o duríssimo caminho da revolta, da autenticidade, de dizer não àquilo que agride nossos valores, enquanto dizemos sim ao modo de vida que escolhemos para viver. Isto joga sobre os nossos ombros todo o peso de nossa condenação à liberdade…

  2. Vocês são BEM mais otimistas do que eu, neste aspecto. Mudar o “consumismo” envolveria mais do que mudanças institucionais; significaria a modificação de impulsos básicos do Homo sapiens. O consumismo não foi “inventado” por forças malignas lideradas pelas grandes corporações em prol da maximização dee seus lucros… O consumismo foi POSSIBILITADO por elas, mas a sua pronta universalização — todos, inclusive os iranianos e os cada vez mais aculturados ianomâmis, para citar dois exemploes — querem consumir como ocidentais –, bem, sua universalização decorre de fatores mais fundamentais de nossa psique. Em suma: a teoria da mente em que a análise do grupo se baseia é falsa, em diversos aspectos. Depois escrevo mais. Abraços!

  3. Sim, somos menos naturalistas do que você, Thiago. Acreditamos na capacidade do ser humano de reconstruir sua identidade. Está lá no “quem somos” do grupo:

    “Em cada um de nós, coexistem duas características que nos identificam. Uma que nos ajusta ao mundo, e que trata de nos encaixar, de maneira rápida, quase inevitável, às leis da natureza. Outra que nos faz resistir a esse mundo, que nos leva a desobedecer, que nos motiva a violar os limites estabelecidos. A primeira característica faz de nós, animais movidos por necessidades, por interesses, por desejos. Mas é a segunda que nos identifica como seres humanos, sujeitos capazes de ir além, de superar nossos limites, de amar e de lutar por um futuro melhor.”

  4. Ah, e sim, temos consciência de que vai além de mudanças institucionais. Seria uma revolução cultural mesmo. Mas mudanças institucionais – e a atuação pública por elas- têm o poder de contribuir para isso, tanto pelo efeito das mudanças, como pelo movimento para que aconteçam (que vai gerando debate e podendo gerar convencimento). O “reformismo revolucionário” pode ser uma via: revolucionar as estruturas sociais mediante avanços progressivos.

    Por que a necessidade de revolucionar? O vídeo apresenta alguns dos argumentos convincentes que há…

  5. Não me considero um pessimista, na maior parte dos aspectos. Mas quando se trata de mudar aspectos fundamentais da psique humana, bem, aí estou bem longe da plasticidade completa postulado pelos empiristas ingleses (e por Stálin).

    Quando a esquerda admitir a existência de uma natureza humana relativamente estável e tão importante quanto a cultura no estabelecimento do que somos, bem, então a esquerda poderá a voltar a ser uma força intelectual tão relevante quanto no passado.

    É isso o que eu sinceramente desejo para a esquerda.

    Abraços liberais!

  6. Discutir a crise implica o enfrentamento de paradigmas que implicam uma reformulação de mentalidades que, muitas vezes, possam estar em desacordo com nossa maneira de ser e estar no mundo. Isto requer predisposição para um deliberado desprendimento de hábitos e atitudes pessoais que, de uma certa forma, colaboram para o desarranjo das instituições e do sistema falido que nós mesmos criamos. Não podemos discutir esta crise paradigmática como se ela fosse algo estrnho a nós. Estamos e somos esta crise. E nós mesmos a construímos, a medida que contribuimos com a destrutição do mundo, com a perpetuação das violências contra o nosso semelhante, com a especulação financeira mundial que favorece uns em detrimento de outros.

  7. Eu me oponho veementemente à “natureza” humana, especialmente a uma natureza vinculada a uma “psique” humana.

    Isso não é o fundamento da cultura humana, é uma forma de analisar a cultura humana.

    E ninguém é aculturado. Culturas mudam, Thiago. Sempre. A cultura é livre inclusive para permanecer a mesma, mas não pode ser escravizada para se manter inerte.

    Ao grupo, parabéns pela retomada. Espero poder contribuir.

  8. Bem, aqui sou Márcio Iórico até o fim, que gostava de repetir que: “Quando a coisa aperta, todos voltamos à moral universal.” Esse dito engraçado ilumina um verdade, porém: ao contrário do que crêem os relativistas extremos, nossos irmãos humanos gostam de coisas parecidas com as nossas: eles apreciam mulheres (ou rapagões) bonitos, gostam de comer (evitam a fome, pelo menos), apreciam status e prestígio (tal qual julgado por sua sociedade) e gostam de conforto (o que inclui cocares vistosos para alguns, laptops de última geração para outros). Há menos variabilidade de gostos e de “motivações” em nossa psique do que sonha vosso vão relativismo extremado.

    Mudando de assunto: gostaria de propor uma dicotomia simplificadora, mas sagaz sobre direita e esquerda, como modo de gizar melhor as controvérsias que provavelmente (e infelizmente) pautarão qualquer manifestação minha não-centro-esquerdista neste fórum. Trata-se da seguinte (tal qual proposta pelo meu guru):

    “A perspectiva liberal [aqui no sentido de “centro-esquerdista] implícita acerca da pessoa mediana é de alguém bom, mas inepto — e por ambas as razões não muito sensível a incentivos, apesar de bastante moldável. Contrastando com esta, a visão perspectiva implícita da pessoa média é a de alguém competente, mas “mau” — daí a ênfase posta pelos conservadores em incentivos e restrições.”

    Tendo mais para a perspectiva conservadora sobre essa questão, e daí o respeito que tenho pelo paradigma da escolha racional que domina a microeconomia mainstream. Contudo, sei que essa perspectiva é limitada, e não se aplica de maneira exata ao mundo real, de maneira que recebo de bom grado — e leio avidamente — críticas provenientes de autores como Sunstein e insights da economia comportamental sobre a questão.

    Abraços conservadores!

  9. Thiago, discordo bastante do seu reducionismo da variabilidade humana que existe no mundo e na história. O peso que é conferido em diversas sociedades a cada uma dessas coisas que você mencionou (necessidades básicas das pessoas, prestígio, status, conforto, etc.) é muito diverso, e as formas de obtê-lo, também (não necessariamente pelo consumo).

    Sobre sua visão pessimista da natureza humana… Já leu o conto Igreja do diabo, do Machado? http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000195.pdf

    Finalmente, seu argumento ignora um ponto importante de nosso ponto de vista. O fato de você mostrar que em todo lugar as pessoas são iguais (e nisso você já erra, ao exagerar enormemente) não implica que elas tenham de continuar sendo iguais. Aliás, o fato de estudos biológicos da mente “comprovarem” isso também não o comprova. Trata-se de falácia naturalista. O fato de o ser humano ser assim não significa que ele continuará sendo. A humanidade pode mudar, e acreditamos em seu próprio poder como agente dessas mudanças.

  10. O que você chama reducionismo, eu chamo “humanismo”. Disse um poeta clássico, romano, acredito: “Humano sou. Nada do que é humano me é estranho.” Borges postulou em um de seus ensaios um pensamento interessante e intrigante: se a quantidade de emoções e de experiências humanas são em grande parte dadas, e em número finito, um mendigo e um rei, ao final da vida, terão experimentado todas as emoções que nos é dado experimentar: da culpa abissal à epifania tremulante do orgasmo; da glória à infâmia.

    Sugiro que não prossigam por esse caminho do negar uma natureza humana, pois a quantidade de evidências dia-a-dia se torma maior. Recomendo uma leitura ao livro “Tábula Rasa – A negação moderna da natureza humana” (posso disponibilizar uma cópia eletrônica aos interessados), ou ainda uma conferida nas seguintes palestras de um curso de Introdução à Psicologia em Yale, ministrado pelo Paul Bloom:

    http://oyc.yale.edu/psychology/introduction-to-psychology

    As aulas estão em três formatos: filme, áudio e transcrição para texto. O cara é muito bom.

    Na descrição feliz que um amigo dileto: “Paul Bloom é competente e carismático. É um tecnocrata do saber. Suas aulas ora nos divertem, ora nos ensinam algo, e na maior parte do tempo nos conduzem ao pranto.”

    Abraços naturalistas!

  11. “Homo sum: humani nihil a me alienum puto”

    “Sou humano. Nada do que é humano me é estranho.”

    Essa frase de Terêncio era a máxima preferida de Karl Marx. Gosto bastante dela também 🙂

    Mas, como todo aforisma, admite interpretações muito diversas e até antagônicas.

  12. Acho que é possível que uma sociedade se organize para que seu consumo de bens seja mais consciente – combater o consumismo (forma deturpada de consumo) por uma forma de consumo que esteja mais preocupada com seus efeitos, que pondere não apenas valores monetários e prazeres individuais, mas benesses coletivas e que, afinal, comprometem a sobrevivência humana no longo prazo. Se o consumismo desenfreado leva à extinção humana, não seria racional que ele fosse ponderado por outros critérios de escolha?
    Cito, por exemplo, o consumo de combustíveis renováveis – pq só abastecer seu carro flex com álcool quando ele custa menos que gasolina? Ou então o consumo de produtos ambiental e socialmente corretos (orgânicos ou produzidos por cooperativas, por exemplo)? Algumas empresas oportunistas se aproveitaram disso como estratégia de marketing (banco real, por exemplo, que agora abandona o papel reciclado sob o argumento de que ‘não é mais um diferencial de mercado’). Não é essa transformação rasa que defendo. Estimular essa consciência em indivíduos, sobre os impactos de suas escolhas de consumo é uma das maneiras de se superar o chamado consumismo.
    Acho que pensar e viabilizar novas formas de consumo não é apenas uma vontade utópica, mas uma necessidade urgente.

  13. Sim, Telésforo, bom você trazer à balha o Marx. É o tipo de esquerda que ele representa cujo retorno eu espero com tanta ansiedade: uma esquerda pragmática, que não se deixa seduzir, o tempo todo, por belas palavras como “Solidariedade”. A análise marxista do capitalismo se baseava em uma teoria incompleta, mas menos insatisfatória de nossas motivações do que a bondade aguada — e nefelibata — que deploro na esquerda atual. Aqui peço um simples retorno a alguns insights da economia clássica, da qual Marx representou de certa forma a culminação. Quando Adam Smith nos diz que não é a boa-vontade (da “Solidariedade”, vá lá) do padeiro, do cervejeiro e do carpinteiro que necessitamos para uma bem servida refeição, e sim do interesse próprio de todos os envolvidos, ele havia tropeçado numa idéia interessante, que somente seria passível de formalização MUITO tempo depois, com a teoria dos jogos. De fato, a cooperação faz sentido — até mesmo do ponto de vista do nosso egoísmo — porque somos animais sociais com um cérebro ridiculamente grande, sedentos pelas oportunidades de jogos de soma não-zero — isto é, jogos em que todos se beneficiam — que caracterizam a imensa maior parte das transações sociais voluntárias.

    O problema de “big words” como “Solidariedade” é o fato de que, na minha opinião, elas superfaturam os ativos de nossa conta corrente moral — para usar a idéia feliz que Érico Veríssimo pôs na boca do inesquecível “Tio Bicho”, o personagem d’O Tempo e o Vento — não apenas enquanto espécie como enquanto indivíduos.

    Podemos passar sem essas big words a maior parte do tempo, quando se trata de explicar nossa sociedade. “Solidariedade”, “conscientização do indivíduo” e que tais me cheiram demais a uma teologia sem Deus, ou — na melhor das hipóteses — a uma condescendência excessiva com os “não-iluminados” — leia-se, os que não compartilham de uma suposta visão “anti-consumista”, “ecológica”, e “politicamente correta da sociedade”. Por isso tento evitá-las ao máximo, e exorto a esquerda a retornar ao saudável ceticismo marxista — aquele sapo barbudo que — como Tio Bicho — sabia enxergar as imposturas e racionalizações que inventamos para esconder motivações na maior parte das vezes ‘all too human’.

    Abraços anti-teológicos!

  14. Concordo com o Telé e Rená… mas gostei muito do seu ultimo post, Thiago, porque vai completamente ao encontro do meu…explico porque…

    O debate entre esquerda e direita está (e sempre estará) em aberto porque elas partem de premissas opostas. Disputas de argumentos construidos em premissas diferentes sempre levam a becos sem saída, de modo que no final, como dizia o próprio Marx, o que vale é a ideologia.

    Em um exercicío lógico-dedutivo as premissas não só tem importancia basilar como são as principais definidoras da conclusão final.

    Desse modo, pensar o consumismo como universal ou, como vc disse, que “sua universalização decorre dos fatores mais fundamentais de nossa psique” pode ser tão otimista/patético quanto acreditar em solidariedade, cooperativismo ou no bom selvagem de Rousseau.

    Talvez nos aproximamos na crença de que o instinto de sobrevivência é um dos pontos definidores de nossa psique. Mas acreditar que esse instinto leva invariavelmente a uma gana de consumo autro destrutiva que iguala yanomamis, iranianos e ocidentais sooa um tanto artificial pra mim. Não vejo naturalidade ou racionalidade na auto-destruição.

    Se yanomamis, iranianos e demais desejam ou irão de fato consumir como os ocidentais isso se deve mais a dinâmica sócio-produtiva do capitalismo do que a uma psique consumista. É preciso tomar cuidado com afirmações assim porque isso pode beirar o etnocentrimso. Afinal ambos conhecemos a dinamica de inserção e consolidação do capitalismos nesses povos.Para além disso, é preciso lembrar que, longe de ser absoluto, o capitalismo mundializado (industrial e posteriormente financeiro) é uma realidade que se consolida no século XVII.

    Dessa maneira, e analisando pragmaticamente a situação, acredito que estamos reproduzindo uma lógica auto-destrutiva da qual somos todos co-responsáveis, lógica essa profundamente interligada e reprodutora em si mesma. Se nosso instinto de sobrivencia perpetúa, ou não, tal lógica, isso se deve mais a um conjunto de necessidades e possibilidade a nossa disposição do que a caracteristicaa fundamentais da condição humana.

    Aliás, falando em condição humana…nada pode justificar esse estilo de vida, nem nosso lado racional (simbólico, social) nem nossos instintos mais primitivos (reprodutores e auto-preservativos). O ser humano deve consumir para viver e não viver para consumir, como tem feito. Estamos encorporando a ideologia do capitalismo ao pensarmos o artificial como natutal. Marx denunciou isso de maneira magistral.

    Adoro a teoria do Jogos e acho ela muito elucidativa nesse sentido…Há N razões que nos levam a somas negativas, mas devemos buscar somas positivas porque eles favorecem a todos. É com esse propósito que orientamos a atuação de nosso grupo por exemplo.

    Quanto a Smith, bem…sua filosofia da moral é de fato inovadora…mas isso não necessariamente invalida minhas considerações ou leva às conclusões de que apenas um Deus-mercado será capaz de alocar “harmonicamente” todos os “interesses próprios”. Marx, Keynes, Sraffa e o próprio Ricardo (ainda que tenha apenas introduzido) mostram isso.

    Para finalizar e retomando o meu argumento inicial, a própria noção de racionalidade em Mill e nos liberais clássicos é utópica. Aliás, pode ser tão utópica quanto acreditar no cooperativismo e na solidariedade…é preciso ter cuidado para não denominar Big Word apenas as palavras que se prestam à esquerda. É preciso reconhecer que a teoria liberal está cheia de Big Words e tem suas próprias “leis de ouro” tbem.

    Mas gostei mto dos seus argumentos. Da gosto discutir! hehehehe

    abraço

  15. Percebi um milhão de erros gramaticais no meu texto. Foi mal…é que a correria aqui no trampo ta tensa e eu escrevi correndo.

    abs

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