Contra os crimes da Copa: quem apita é povão!

 

Entre os Estádios mais caros, as obras mais adiantadas, o menor salário!

O Santuario destruido, a Terracap muda o estatuto pra poder construir estádio!

Sem grana pra aumentos ou contratações pra saúde e educação, mas os gastos pra Copa estão previamente liberados e a tramitação é facilitada!

Diversas pessoas já presas e trabalhadores autônomos que perderam emprego, operações de prisão e repressão na periferia como “ensaio” pros dias da copa.

Sem contar a Lei Geral e os lucros absurdos e todas as empresas.

Contra esses e outros crimes da Copa, quem tem que apitar é o povão!

Participe e Divulgue!

Do malhete ao púlpito. O Judiciário para além da crise do CNJ

Por Edemilson Paraná

Não há justiça sem política. E a política que não se orienta pela justiça como valor fundamental dificilmente ultrapassa os limites da politicagem.

A falta dessa compreensão primária tem feito muito mal ao Brasil. Os desdobramentos da recente queda de braço instalada no Judiciário são ilustrativos. Se de um lado a população não entende ao certo a disputa, de outro nossas excelências radicalizam posições na defesa do interesse privado sem qualquer constrangimento ou timidez. É de dar vergonha alheia.

Mas eles estão acostumados, ou melhor, acomodados onde estão. Reina no consciente coletivo a representação simbólica de um Judiciário incólume, eficiente, livre desse mal terrível que afeta as sociedades: a política. Pois a ode à farsa do “menos político dos poderes” aos poucos é tragicomicamente desmontada. E nus, nossos reis estão a espera de um olhar mais atento que os denuncie de vez.

Com suas togas, rituais, vocabulário empostado e excessiva formalidade, o Judiciário instituiu em torno de si uma aura de poder excepcional, acima dos demais – meio homem, meio deus. E no Olimpo de seus tribunais, esse poder – que não existe senão por nossa anuência soberana – se fez inacessível, fechado, custoso, conservador, o mais antidemocrático dos poderes da República. Não foi por acaso.

A crença de que o Judiciário está livre da política interessa a muita gente – sobretudo aos privilegiados de sempre, vitoriosos óbvios diante do quadro de injustiça formal e material que impera em nossa sociedade. Os porta-vozes do poder – entre o mais notável a grande imprensa – sustentaram essa visão distorcida por anos.

Nenhum poder, nem o mais despótico deles, sobrevive sem política. Nenhuma sociedade humana se organiza senão por meio dela. Propagar a crença de que é apolítico é também uma forma de construção de legitimação política. Nesse jogo de soma zero, pior para sociedade quando o poder é quem legitima a atuação do povo e não o povo quem legitima a atuação do poder.

Se a briga pela regulação do Judiciário nos mostra agora a nudez cômica de nosso rei, não faltaram ocasiões de abuso e autoritarismo conservador que, em uma canetada, impuseram a fome, a repressão, a violência e a injustiça em nosso país, favorecendo os privilegiados, poderosos e influentes de sempre. Triste de nós que não percebemos que perto dessa, qualquer outra corrupção é briguinha de colega. Triste de nós que não enxergamos a política onde ela nos grita intervenção, questionamento, participação. Porque a distância entre um malhete e um púlpito é menor do que se imagina.

Pois que esse teatro pelo encobrimento das excelentíssimas maracutaias sirva para que nunca esqueçamos: não existe poder sem política, não existe democracia sem participação, não existe justiça sem luta.

Não podemos nos esquecer do 10 de setembro

Por Laila Maia Galvão

Em todos os jornais, emissoras de TV, sites etc. há uma profusão de reportagens especiais, entrevistas e documentários sobre a queda das torres gêmeas e sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, que agora completam 10 anos. O “aniversário” desses ataques abre espaço para um momento de reflexão sobre esses acontecimentos e suas repercussões no âmbito da política internacional.

Também há 10 anos, na noite do dia 10 de setembro, o prefeito de Campinas foi brutalmente assassinado quando retornava para casa dirigindo seu próprio carro. Na manhã do dia 11, antes de acompanharem todas as filmagens de Nova Iorque pela tv, os campineiros receberam a triste notícia da morte de seu prefeito recém-eleito. Devemos, portanto, também aproveitar esse momento para refletirmos sobre o assassinato do Toninho e seus desdobramentos.

Rememorando os fatos: Toninho do PT havia sido eleito prefeito ainda em 2000, assumindo o cargo no início de 2001. Nos primeiros oito meses de administração, a gestão de Toninho fez avanços importantes. Alterou contratos públicos de lixo e transporte e realizou uma auditoria completa das dívidas da prefeitura, a fim de reorganizar “a casa”. Nesse período, Toninho foi uma das testemunhas da CPI do Narcotráfico, que apontava Campinas como um dos centros do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro no país.

No dia 10 de setembro, dirigindo nos arredores do shopping Iguatemi de Campinas, Toninho foi baleado. A arma no crime, uma pistola 9mm, jamais foi encontrada. A versão da polícia civil para o crime é a seguinte: Toninho teria atrapalhado a fuga de uma quadrilha de um criminoso conhecido como “Andinho”,em um Vectra prata. De acordo com o UOL notícias dos quatro integrantes da quadrilha, apenas Andinho está vivo. Em depoimento à Justiça no curso do processo, ele negou envolvimento no crime. Condenado a mais de 200 anos de prisão por vários crimes, o criminoso está preso na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau (611 kmde São Paulo), no oeste do Estado”. O Ministério Público do Estado confirma a versão da polícia. O Juiz não aceitou a denúncia do MP, por falta de indícios. O caso se encontra nas mãos da polícia civil mais uma vez para novas investigações.

Sem entrar nos detalhes sobre as minúcias das investigações, a versão apresentada pela polícia de que o crime seria decorrência da fuga da quadrilha de “Andinho” é um tanto questionável. Porque criminosos fugindo em um Vectra atirariam no motorista de um outro carro, sem roubar absolutamente nada? Sem falar na enorme coincidência de o motorista ser justamente o prefeito que tem como missão atacar a corrupção instalada no município. Andinho, que não confessou o crime até hoje, parece ter sido apenas o bode expiatório utilizado pelas investigações policiais.

Diante dessa completa falência das instituições locais para investigarem o caso, a viúva do ex-prefeito busca duas alternativas: 1. federalizar as investigações, para que a polícia federal prossiga com o inquérito. A solicitação da federalização está no gabinete do Procurador-Geral da República Roberto Gurgel para análise.  2. A família também pretende recorrer à OEA, por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

As movimentações recentes da família de Toninho são de extrema importância: o evidente crime político não pode ficar impune por decorrência da corrupção impregnada às instituições políticas e jurídicas de Campinas. A família, os cidadãos de Campinas e todos os brasileiros precisam de uma resposta: quem matou Toninho e por qual motivo? Não esquecer o crime bárbaro do dia 10 de setembro de 2001 é resgatar a memória de um prefeito que não se rendeu ao esquema de corrupção da prefeitura e que pagou com a vida por isso. É lembrar que a potência da ação política não pode ser silenciada com a morte.  

 

Feriado é dia de…manifestar!

Por Edemilson Paraná, do Blog do Paraná

De bobeira ou não, nesse feriado o Brasil precisa de você.  Uma agenda com uma série de atos, eventos e manifestaçãoes está prevista para o dia 7 de Setembro. O objetivo? Reivindicar a independência real do povo brasileiro.

Se você está indignado com a corrupção, não aceita a desigualdade social e se revolta com a injustiça econômica e social que impõe exclusão a um enorme número de brasileiros, chegou a hora. Deligue a TV, tire o traseiro do sofá e participe conosco.

Tem para todos os gostos e lugares. Filmes, manifestações e discussões durante o dia – em Planaltina, Ceilândia, Brazlândia e Plano Piloto.

Abaixo, a programação do “Grito dos excluídos 2011″.

Grito dos(as) Excluidos(as) 2011

“Pela Vida Grita a Terra!
Por Direitos Todos Nós!”

PLANALTINA – 07 de setembro, das 8hs as 12hs

1. Concentração as 7:30hs em frente ao campus do IFB (Dois ônibus sairão buscando
companheiros(as) nos acampamentos Pequeno William – MST, Renascer – MATR e Palmares – MTD).

2. Deslocamento até a rodoviária central de Planaltina – 9 hs ( Marcha pela avenida independência, troca de sementes,
Intervenções da brigada semeadores Teatro do Oprimido, confecções de cartazes e faixas (campanha contra os agrotóxicos,
o campo e a cidade em debate (pela vida grita a terra, por direitos todos nós);

3. 11 hs – Retorno ao ECOA (Espaço de Convivência Agroecológica): Apresentação do Filme “O Veneno está na Mesa”, Almoço coletivo.

CEILÂNDIA – 07 de setembro, das 15hs as 18hs

1. Concentração as 15hs em frente ao hotel San Remy, na entrada 2 do condomnio Sol Nascente (QNP 07/11)

Neste horário haverá atividades culturais e confecções de cartazes.

2. 16:30hs – Caminhada até o balão da Fundação Bradesco, onde ocorrerá o ato do Grito dos(as) Excluídos(as) na Ceilândia.

BRAZLÂNDIA – 07 de setembro, das 8HS AS 12 HS

1. Saída de dois ônibus do acampamento Canaã (MST) as 7:30hs

2. 9 horas – Concentração na Praça do Laço e marcha pela cidade (Confecção de faixas e cartazes, campanha contra
os agrotóxicos e outras pautas referentes as lutas sociais na região…

3. 11 horas – Filme “O veneno está na mesa” Cine clube espaço aberto – mesa de exposição e debate com a comunidad

Organização: Assembléia Popular; MST/DF, MTD, MTST, MATR, CONSULTA POPULAR, LEDOC/UNB, NESCUBA/UNB, COLETIVO LUTA VERMELHA – PSOL/DF, RECID, FORUM BRASILEIRO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, COLETIVO RODAMOINHO, CENTRO ACADÊMICO DE AGROECOLOGIA – IFB, RÁDIO UTOPIA, INTERVOZES, AMIGOS DAS VEREDAS, ASPCEL, CINECLUBE ESPAÇO ABERTO, ARSENAL DO GUETO, PONTO DE CULTURA-CULTURA AVESSA, CULTURA DE CLASSE

Outras atividades:
ESPLANADA- 07 de setembro, das 10hs as 12hs

1. Marcha contra Corrupção.

Concentração as 10hs no Museu Nacional. Vá de preto e proteste.