sua voz é fundamental contra o retrocesso fundamentalista

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BASTA DE HOMOFOBIA!

OCUPEMOS AS RUAS DE BRASÍLIA!

A eleição do Dep. Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal é apenas um dos vários motivos para ocuparmos as ruas. A violência e a discriminação a que estamos submetid@s e o aumento do número de assassinatos de LGBTs são estimulados também pela omissão de governos e de parlamentares que se recusam a criminalizar a homofobia, a promoverem políticas públicas para a comunidade sexodiversa brasileira e pelos discursos de ódio produzidos por conservadores e fundamentalismo religiosos.

Cada vez mais articulados, estes grupos utilizam-se de argumentos morais e religiosos para justificarem que NÓS não podemos ter direitos iguais ao restante da população, nos renegando assim um lugar inferior na sociedade.

Aqui no Distrito Federal, esperávamos por 13 anos a regulamentação da lei nº 2.615 que penalizaria a homofobia, o que veio a acontecer no dia 09/05/13. Entretanto, o GDF cedeu às pressões da bancada fundamentalista da Câmara Legislativa, revogando o decreto horas depois de sua publicação no Diário Oficial.

A movimentação dos setores conservadores e fundamentalistas impede a ampliação de nossos direitos e coloca em risco os poucos que arduamente conquistamos.
Para fazer frente aos ataques à laicidade do Estado e aos Direitos Humanos, convocamos todos e todas a estarem presentes nas manifestações, atos e eventos que acontecerão em Brasilia na Semana Nacional de Luta Contra a Homofobia.

NÃO NOS JOGARÃO DE VOLTA PRO ARMÁRIO! NÃO DESSA VEZ!

CALENDÁRIO DA SEMANA NACIONAL DE COMBATE A HOMOFOBIA.

Preparem-se porque vai ser uma semana intensa!

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Segunda-feira -13/05

14h – Lançamento do Movimento Estratégico pelo Estado Laico – Conselho Federal de Psicologia – SAF Sul Qd2 Bl B Edifício Via Office, Térreo, Sala 104.

Terça-feira – 14/05

9h – X Seminário LGBT no Auditório Nereu Ramos

11:30 h – UNB Fora do Armario – Análise de Conjuntura Prof. Ivanette Boschetti e Luth Laporta

19h – Lançamento do Video “No País de Cris e Tati” – Balaio Café
20h – Vigília d@s indignad@s – Em frente ao Palácio do Buriti.
22h – Reunião e confraternização no Acampamento d@s participantes da IV Marcha Nacional contra a Homofobia – na ARUC.

Quarta-feira – 15/05 

IV Marcha Nacional contra a Homofobia
Concentração: 10h em frente a Catedral.
Reunião da CDHM – 14h na Câmara Federal.

9h II Semana de Diversidade Sexual e Direito

I Painel: Fundamentalismo, laicidade e o direito de amar. Convidadas/os: Roger Raupp Rios; Tatiana Lionço; José Bittencourt Filho

Quinta-feira – 16/05

9h – Oficina da Cia. na II Semana de Diversidade Sexual do C.A. de Direito da UNB – Auditório Joaquim Nabuco.

Sexta-feira – 17/05

12h – ato no Ceubinho – “Contra a Transfobia, a luta é todo dia!”

15h – Audiência Pública em razão do dia 17 de Maio (Dia Distrital de Luta contra a Homofobia) no Plenário da Câmara Legislativa do DF

19 horas: III Painel Semana Diversidade Direito UNB: Sexualidade, Educação e Infância: Convidadas/os:Renato Roseno; Felipe Areda; Érika Kokai
23:00: Festa de encerramento da Semana de Diversidade Direito UNB: Espaço Galeria.

Domingo – 19/05

10h – Triângulo rosa convida: piqueninque da diversidade

gramado da 111 norte, Exu residencial, Plano Piloto.

mais informações: http://ciatriangulorosa.info/

#Freixopq

“Claramente, a construção de um corredor de segurança na Zona Sul da cidade não segue critérios de um projeto de segurança pública, e sim de cidade para megaeventos. É o mapa da cidade olímpica: Jacarepaguá–Zona Sul–Zona Portuária–Maracanã. Só em Copacabana tem quatro UPPs, enquanto na Baixada só tem milicianos. Cidade segura não é a que tem muita polícia, e sim a que precisa de pouca, mas que tem muita escola, muita saúde.” – Marcelo Freixo em Revista Piauí

Quando votamos, espera-se, levamos em consideração algumas coisas básicas: qual é o projeto que o partido desse sujeito defende (afinal, no Brasil, o mandato eleitoral público é monopólio dos partidos)?; Quais são as propostas que melhor atendem às necessidades que esse cargo pode enfrentar?; e Qual é a desse sujeito que hoje pede meu voto?

Enfim, o que é representado pela candidatura? O que que ela representa?

No Rio de Janeiro, sede de Copa do Mundo e das próximas olimpíadas, a disputa eleitoral revela, mais que uma escolha sobre quem será chefe do executivo da cidade, a possibilidade de questionarmos, mundialmente, o modelo de cidade que se quer. Conhecido tanto por ser o cartão postal do Brasil no exterior, quanto pelos noticiários e filmes que exploram as dinâmicas problemáticas que envolvem o mundo criminal da cidade, o espaço urbano carioca se reivindica enquanto problema há tempos. Sou nascido no rio, de família carioca, tenho 26 anos e desde que reconheci a funcionalidade desse “eu” simbólico chamado Gustavo escuto em casa, no bar, na praia e no ônibus quão problemáticas são as relações de poder que imperam sobre o espaço urbano do Rio.  Não me parece, portanto, que é segredo que há, em momentos, desespero por mudança. Mudança estrutural. Mudança estruturante.

A candidatura de Marcelo Freixo tenta ser essa possibilidade. Além de reivindicar a pauta da ética enquanto projeto mínimo (é o mínimo que se espera de um homem público), a candidatura expande-se justamente quando, na prática, e não só no discurso, enfrenta e escancara, sem medo, os problemas de fato. As ameaças à vida de Freixo não são pelo que ele fala. São pelo que ele faz. E faz com frequência.

Baseada, hoje, num projeto de poder de um partido que busca guarnecer os projetos históricos da esquerda programática, a candidatura de Freixo tem conteúdo propositivo e transparente: quer tornar o espaço urbano do rio de janeiro um local mais público, menos excludente, mais conectado, menos ilhado. Isso tudo sem maquiagem, sem dependência de projetos ocultos que bancam seu caminho político.

Para emplacar a visão que hoje predomina no seu partido no Rio de Janeiro, o deputado estadual encara hoje as máfias do Morro e do asfalto. Enfrenta milícias armadas e máfias eleitoreiras. Disputa um projeto político contra uma aliança que hoje se vincula ao projeto de poder já instaurado no rio de janeiro. Projeto que não questiona, cede a pressões conservadoras. Projeto que não propõe, defende-se do avanço reacionário.

A política, dizem alguns, é a mistura entre Virtu e Fortuna. Na atual conjuntura, parece-nos que a cidade do Rio se vê diante da fortuna de poder votar com vontade. Pouquíssimas outras podem dizer o mesmo. Em geral, hoje, vota-se nao no que se quer, mas no que se pode. Mais que apresentar um projeto alternativo, pois, parece que a candidatura de Freixo pode realocar libido social em um projeto que empolga, que renova, que enfrenta.

Espera-se, logo, que a virtu de Freixo, valente e constante, concretize-se ao receber da população a oportunidade de se imiscuir na estrutura e tentar desagregar o hegemônico. Porque, nesse momento, mais que contra a hegemonia, é indispensável ser anti-hegemonico diante do projeto de cidade escolhido na sala da Fifa e do comitê olímpico.

Da festa à catarse: gays, cidadãos, e não meros consumidores

Aconteceu neste último domingo, 10 de junho, a décima sexta edição da Parada Gay na maior cidade da América do Sul, com estimativa de ter recebido mais de 3 milhões de participantes. Curioso notar que um dia antes da realização da Parada Gay, aconteceu a Caminhada de Lésbicas e Bissexuais. Diferenças identitárias, fragmentações e segregações do amplo espectro LGBTTT à parte, a manifestação a cada ano colore as ruas com irreverência, alegria e diversidade.

Entretanto, também a cada ano, a festa vai assumindo os contornos do processo de “festificação”, e menos o de reconhecimento de direitos. Esse processo fica claro quando se pensa haver uma marcha contra a homofobia, separada da Parada do Orgulho Gay.

O sucesso da parada parece, muitas vezes, seguir a lógica cadente da massificação que se acompanha no estágio atual de desenvolvimento do capitalismo: toda constituição agigantada em massas torna-se nicho poderoso de interesse de corporações. Patrocinadores, marcas e divulgações assediam e se apropriam, diariamente, do quotidiano, de vontades e desejos das pessoas agregadas em identidades e quantidades,  transformadas em “nichos de mercado” para esses olhos, e nada mais que isso.

Um processo avassalador que observa orientação sexual, religião e raça como meios para a finalidade de lucro; valorizá-los obedece uma razão de proporcionalidade: quanto mais valorizados os direitos desses grupos, maior a relação de autoestima que se completa no consumo de mercadorias e na confiança depositada nas corporações que os seduzem. Continuar lendo