CALENDÁRIO DA SEMANA NACIONAL DE COMBATE A HOMOFOBIA.

Preparem-se porque vai ser uma semana intensa!

semana-contra-homofobia

Segunda-feira -13/05

14h – Lançamento do Movimento Estratégico pelo Estado Laico – Conselho Federal de Psicologia – SAF Sul Qd2 Bl B Edifício Via Office, Térreo, Sala 104.

Terça-feira – 14/05

9h – X Seminário LGBT no Auditório Nereu Ramos

11:30 h – UNB Fora do Armario – Análise de Conjuntura Prof. Ivanette Boschetti e Luth Laporta

19h – Lançamento do Video “No País de Cris e Tati” – Balaio Café
20h – Vigília d@s indignad@s – Em frente ao Palácio do Buriti.
22h – Reunião e confraternização no Acampamento d@s participantes da IV Marcha Nacional contra a Homofobia – na ARUC.

Quarta-feira – 15/05 

IV Marcha Nacional contra a Homofobia
Concentração: 10h em frente a Catedral.
Reunião da CDHM – 14h na Câmara Federal.

9h II Semana de Diversidade Sexual e Direito

I Painel: Fundamentalismo, laicidade e o direito de amar. Convidadas/os: Roger Raupp Rios; Tatiana Lionço; José Bittencourt Filho

Quinta-feira – 16/05

9h – Oficina da Cia. na II Semana de Diversidade Sexual do C.A. de Direito da UNB – Auditório Joaquim Nabuco.

Sexta-feira – 17/05

12h – ato no Ceubinho – “Contra a Transfobia, a luta é todo dia!”

15h – Audiência Pública em razão do dia 17 de Maio (Dia Distrital de Luta contra a Homofobia) no Plenário da Câmara Legislativa do DF

19 horas: III Painel Semana Diversidade Direito UNB: Sexualidade, Educação e Infância: Convidadas/os:Renato Roseno; Felipe Areda; Érika Kokai
23:00: Festa de encerramento da Semana de Diversidade Direito UNB: Espaço Galeria.

Domingo – 19/05

10h – Triângulo rosa convida: piqueninque da diversidade

gramado da 111 norte, Exu residencial, Plano Piloto.

mais informações: http://ciatriangulorosa.info/

No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade

No Brasil de Cris e Tati

Lançamento: “No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade”

Documentário conta a história das perseguições sofridas por dois professores do Distrito Federal por parte de deputados fundamentalistas

Na próxima terça-feira (14) Brasília vai receber o lançamento do documentário No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade. O filme conta a história de Cristiano Lucas e Tatiana Lionço, professores que, têm sido sistematicamente perseguidos por deputados federais como Jair Bolsonaro e Marco Feliciano devido à sua militância em prol dos Direitos Humanos. Após serem alvos de uma campanha difamatória na internet, comandada pelos deputados, eles vivem em risco diante das ameaças de grupos de extrema direita, neonazistas e fundamentalistas religiosos.

Assista o trailer do filme: 

Tatiana e Cristiano irão participar do lançamento do filme e vão compartilhar e aprofundar as discussões sobre “Comunicação e discurso para uma nova cultura: a luta pelo Estado laico”. O vereador Henrique Vieira (PSOL, Niterói), pastor evangélico, socialista e militante pelos Direitos Humanos,  participará do debate.

Também na noite desta terça será lançada a Ocup – Organização de Comunicação Universitária Popular. A Ocup é uma agência de comunicação que atende movimentos sociais organizados do DF, visando a promover uma comunicação mais autônoma, democrática e plural a respeito das causas levantadas por esses grupos.

O quê? – Lançamento do documentário ‘No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade’
Quando? – Terça-feira, 14 de maio de 2013 às 19h
Onde?  Balaio Café, 201 norte

B&D convida: Grupo de Estudos Anticapitalistas

Afinal, somos um grupo que acredita em revolução. Revolução enquanto processo diário e constante. Revolução que precisa de construções alternativas e contra-hegemônicas. Revolução que não foi escrita nem descrita em qualquer livro, mas que exige de nós, enquanto militantes, conhecimento da história e das ferramentas teóricas que nos são apresentadas. Certo ou errado, nossas escolhas se pautam pela conexão com a teoria que se aprende na prática e pela prática capaz de inovar e renovar a teoria.

(“B&D: Tomando Partido“, março de 2013)

Nós, militantes, precisamos estudar teoria? Pra quê?

Não é pra que saibamos usar autores chiques como adorno às nossas falas, apenas pra que fiquem mais “bonitas” ou… incompreensíveis.

Também não é pra descobrir receitas prontas ou fórmulas universais sobre como mudar o mundo. Quem quiser algum livro sagrado com dogmas deve procurar, talvez, uma Igreja, e não uma teoria, muito menos um pensamento revolucionário.

Então… Pra quê?

Me diz aí, você que sonha com “um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres” (Rosa Luxemburgo), como a gente… Como é que constrói isso aí, que a gente chama de socialismo?

Só por meio da militância diária nas lutas anticapitalistas e de combate às opressões, do engajamento coletivo no processo social de criatividade de novas práticas e estruturas, é que vamos ser capazes de fazer isso.

Ok, sabemos disso, concordamos. Mas, então, me diz aí, já que você falou de “lutas anticapitalistas”. Que danado é esse tal de capitalismo, hein? Porque, afinal, se queremos combatê-lo e superá-lo, é legal pensar se estamos fazendo isso mesmo ou não, né? Então, parece interessante saber que negócio é esse.

Cada um(a) de nós tem várias intuições sobre isso, claro, a partir de experiências, leituras, conversas. São válidas e úteis. Mas, não dá vontade de pensar e discutir isso mais a fundo? Quais são as principais características do capitalismo? Como ele se formou historicamente e se transformou? De que maneira está relacionado às estruturas sociais racistas, machistas e heteronormativas, ao genocídio contra os povos indígenas e africanos, à dominação das mulheres, ao fundamentalismo religioso, à corrupção, à destruição ambiental e às guerras? Como as classes sociais estão estruturadas na América Latina e no Brasil hoje?

Essas e outras perguntas têm enorme valor prático, e as respostas não são simples. Exigem reflexão, pesquisa. Claro que a investigação e compreensão da realidade também se faz no dia a dia da militância, em diversos níveis. Porém, o estudo teórico propriamente dito (se é que faz algum sentido essa separação prática-teoria, taí outra questão) pode e deve ser também, justamente por isso, uma dimensão da prática militante: uma das formas de investigar a realidade, interpretá-la, compreendê-la para transformá-la, é estudar o que uma galera já andou escrevendo sobre isso aí.

Uma galera tipo o Karl. Karlinhos, o Marx. Um cara que teve umas sacadas interessantes, extremamente atuais (algumas delas com o Fred, brother dele). Até George Soros, mega investidor, bilionário, diz que Marx é fundamental pra entender o mundo de hoje. E você taí com a cabeça fechada pro nosso camarada Karl? Não tô dizendo pra você concordar com tudo o que o rapaz falou. Sabe qual era o lema de vida dele? “Duvidar de tudo”. Sabe uma das definições que ele deu ao comunismo? “A crítica radical de tudo o que existe”. Então, nesse espírito, certamente Marx se reviraria no túmulo se você adotasse postura reverencial, acrítica diante dele. Não, o Karl deve ser lido como se lê a um(a) amigo(a), um(a) colega, e, em especial, um(a) companheiro(a) de militância. Com postura de reflexão, crítica, e pensando o que ele e vários/as outros/as podem oferecer como ponto de partida pra que elaboremos nosso próprio pensamento, a partir das circunstâncias e desafios atuais da mudança concreta do mundo. E, olha, o cara ainda contribui muito, viu. #ficaadica

Formaremos um “grupo de estudos anticapitalistas”, então, com o objetivo de compreender o capitalismo mais a fundo. Porém, mais do que isso: também pra pesquisar e pensar experiências e concepções de sua superação. Outras pessoas antes de nós enfrentaram o desafio de construir estratégias e lutas anticapitalistas, outras estão enfrentando isso agorinha mesmo, e muita gente escreveu ou tá escrevendo sobre isso, a partir dos problemas que enfrentavam ou enfrentam e das saídas que julgavam ou julgam adequadas. A gente pode tentar bolar a nossa estratégia e desenvolver as nossas iniciativas sem considerar todo esse acúmulo histórico – seja o de dois séculos ou de um ano atrás. Mas, não faz mais sentido levar isso em conta? Não pode ser uma boa fonte de compreensão, reflexão, inspiração?

Nosso grupo terá dois grandes objetivos, então: (i) estudar teorias sobre o capitalismo e possibilidades de sua superação, valorizando em especial as teorias elaboradas como parte da militância revolucionária, tal como na tradição do marxismo; (ii) estimular a nossa produção e discutir textos de nossa própria autoria sobre essas questões.

Quer participar? Chega aí! Algumas informações úteis: (i) as reuniões serão quinzenais, normalmente aos sábados à tarde (15h); (ii) haverá indicação de textos para cada reunião, de tamanho não muito longo (cerca de 30 páginas, no máximo 40 ou 50), para que possamos ter o compromisso de lê-los e aprofundar o debate sobre os pontos trazidos neles; (iii) o grupo é impulsionado pelo B&D, mas aberto a outras pessoas, que poderão participar igualmente da definição da agenda de leituras, discussões, etc.

A primeira reunião será no dia 25 de maio, e o texto-base será a parte do Capital, de Marx, sobre “a chamada acumulação original” do capital. Umas vinte páginas de pura emoção sobre a formação histórica do capitalismo, que você pode acessar a partir daqui: http://www.marxists.org/portugues/marx/1867/capital/cap24/index.htm
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Alguns dos principais estudiosos contemporâneos do capitalismo, como David Harvey, enfatizam a importância da compreensão da “acumulação original” (ou “primitiva”) para pensar também o mundo de hoje.
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Para participar do grupo de estudos, envie um e-mail para brasiledesenvolvimento@gmail.com inscrevendo-se e confirmando que comparecerá no dia 25, ou justificando a ausência.

Tomamos partido. Somos PSOL

Tome PartidoHoje é o dia em que entramos oficialmente no PSOL, por meio de um ato-festa que acontece logo mais no Balaio Café (informações sobre o evento aqui). Para celebrar a ocasião e reafirmar nossos princípios de luta lançamos o manifesto que segue. Junto conosco, várias pessoas estão aderindo a essa luta – elas assinam também esse texto.

Quer tomar partido conosco? Assine a carta com seu nome e qualificação (o que faz e de onde é) na área de comentários desse post.

É tempo de tomar o presente em nossas mãos.
É tempo da coragem de lutar e criar.
É tempo de ir de mãos dadas.
É tempo de tomar partido.

Tomamos partido. Somos PSOL!

Não podemos aceitar como natural que o controle sobre nossos corpos, nossos úteros, seja objeto de negociações espúrias em momentos eleitorais e pela “governabilidade”.

Não deve parecer natural que sejamos impedidas/os de nos amarmos e de desenvolver livremente nossa sexualidade. Não é natural que tantas/os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais sejamos simbólica e fisicamente agredidas/os todos os dias no Brasil.

Definitivamente, não é natural a cor da pobreza, dos presídios e das periferias. Não pode ser natural o massacre contra a juventude negra, nas ruas e nos porões policiais herdados da ditadura e ainda em funcionamento. Não é natural que sejamos estigmatizadas/os e desvalorizadas/os em todos os ambientes sociais pelo fato de sermos negras/os.

Não deve parecer natural que milhões de famílias trabalhadoras vivam sem moradia digna e paguemos tão caro pelo aluguel, enquanto milhões de imóveis permanecem desocupados nos centros urbanos, servindo unicamente ao lucro de uns poucos, à especulação imobiliária.

Não é obra da natureza a destruição acelerada da nossa biodiversidade, do Cerrado, da Caatinga, da Amazônia e dos modos de vida das populações originárias e tradicionais por um sistema de produção injusto, predatório e concentrador de renda e de terras.

Não é natural que os governos direcionem a maior parte dos recursos que tomam dos pobres para pagar juros a rentistas ricos, construir estádios de futebol megalomaníacos e financiar grandes empresas.

Não deve parecer natural o sucateamento e a privatização da saúde, a submissão de uma necessidade humana tão básica à lógica excludente e voraz do lucro, deixando de concebê-la e realizá-la como direito inegociável de todas e todos.

Não são naturais a mercantilização do conhecimento e da cultura, a burocratização da universidade, a educação para a domesticação e não para a autonomia e a transformação.

Não é natural que os meios de comunicação de massa silenciem sobre isso tudo, ou pior, criminalizem os movimentos que lutam contra esse estado de coisas.

Diante dessa realidade, não é tempo de niilismo, nem de escapismo. Não é tempo de indiferença.

Não é tempo de lamentar pelo passado, de sonhar eternamente com o que poderia ter sido e que não foi, nem de especular em vão sobre o futuro.

É tempo de tomar o presente em nossas mãos.

É tempo da coragem de lutar e criar.

É tempo de ir de mãos dadas.

É tempo de tomar partido.

Tomamos partido porque não suportamos esperar em cima dos muros erguidos pelo apartheid social do capitalismo e pelo fundamentalismo. Não é possível destruí-los, no entanto, fingindo que não existem ou alinhando-nos a quem os constrói ou é conivente com eles. Precisamos decidir de que lado estamos, para saber com quem vamos derrubá-los.

Tomamos partido pelo socialismo e pela liberdade.

Tomamos partido, somos PSOL!

Assinam esse manifesto

1 – Aurélio Faleiros, graduando em Direito na UnB

2- Ayla Viçosa, graduanda em Ciências Sociais na UnB

3- Blenda Peixoto, graduanda em Serviço Social na UnB

4- Caio Jardim, graduando em Ciência Política na UnB

5- Camila Monteiro Damasceno, graduanda em Medicina na UnB

6- Candida Souza, servidora pública e doutoranda em Psicologia na UnB.

7- Carolina Santos Souto de Andrade, graduanda em Ciência Política na UnB

8- Daniel Jacó, graduando em Direito na UnB

9- Danniel Gobbi, graduado em Relações Internacionais na UnB e Gestor de Políticas Públicas do MPOG.

10- Diego Castro, graduando em Direito no UniCEUB, Gestor do Projeto 10porhora, Articulador de Sustentabilidade e Colaboração Social do Coletivo Palavra

11- Diogo Carayannis Cardeal, graduando em Direito na UnB

12- Edemilson Paraná, jornalista, assessor de imprensa no Ministério Público da União e mestrando em Sociologia pela UnB

13- Érika Lula de Medeiros, advogada no CEDECA-DF e secretária executiva da JusDh.

14- Fábio Felix, mestrando em Política Social na UnB e Assistente Social do GDF

15- Gabriel Santos Elias, mestrando em Ciência Política na UnB

16- Gustavo Belisário, graduando em Ciência Política na UnB

17 – Gustavo Moreira Capela, mestrando em Direito na UnB

18- Hugo Sousa de Fonseca, graduando em Direito na UnB

19- Isabela Bentes Abreu Teixeira, mestranda em Sociologia na UnB

20 – Isabela Botelho Horta, jornalista graduada pela UnB

21 – Ivan Belinky Heusi, graduando em Ciencias Ambientais na UnB

22 – Ivanei Matos de Souza, graduado em Administração

23 – Jady Caffaro, graduando em Publicidade no UniCEUB

24 – Jarbas Ricardo Almeida Cunha, mestrando em Política Social na UnB e Servidor da Fiocruz

25- João Telésforo, mestrando em Direito na UnB

26- João Vitor Rodrigues Loureiro, mestrando em Direitos Humanos e Cidadania na UnB

27 – Julia Zamboni , mestre em Comunicação pela UnB

28 – Laila Maia Galvão, mestre em Direito pela UFSC, doutoranda em Direito pela UnB

29 – Leandro Santos Lobo, graduando em Ciência Política na UnB

30 – Luiz Eduardo Sarmento Araújo, graduando em Arquitetura na UnB

31 – Maiara Zaupa Totti, graduanda em Ciência Política na UnB

32 – Márcio Freitas Filho, advogado, graduado pela UnB

33 – Marcos Vinícius Lustosa Queiroz, graduando em Direito na UnB

34 – Maria Goreth Lustosa Avelino, organizadora de eventos

35 – Mayra Cotta Cardozo de Souza , advogada e Mestre em Direito pela UERJ

36 – Natália Maria Alves Machado, antropóloga

37 – Nohara Coelho, graduanda em Direito na UnB

38- Octávio Henrique Bernardo Torres, graduando em Direito na UnB

39 – Rafael de Acypreste Monteiro Rocha, graduando em direito na UnB

40 – Thomaz Monclaro, médico graduado pela ESCS

41 – Felipe Areda, antropólogo, educador social e trabalhador da Política de Assistência Social

42 – Renata Florentino, doutoranda em Ciências Sociais na UNICAMP e pesquisadora do Observatório das Metrópoles

43 - Fabio Borges, doutorando em Letras, presidente da APG – UnB (Associação de Pós-graduandos da Universidade de Brasília)

44 - Juliana de Andrade (Jul Pagul), comerciante, mae solteira e feiticeira